terça-feira, 24 de setembro de 2024

Adultecer

Contar com o apoio, relembrando sempre que é temporário, sem me apressar ou obrigar a mudar rápido (nem fazer a mudança física a contar com esse apoio), aprendendo a gerir o que me chega e, com discernimento, investir no que realmente é necessário para esta fase da minha vida, sem me deixar enganar por desejos do ego (bens materiais desnecessários, como por ex. ter já outra viola e/ou piano, quando a que tenho dá para treinar e será muito mais prazeroso ter um upgrade investindo com dinheiro recebido de trabalho realizado por mim, tal como outros bens materiais que, neste momento, me tornam a vida mais prática - kindle para levar livro para onde for e evitar contribuir com mais cortes de árvores (entrar em presença para ter discernimento claro de onde realmente vem o desejo... tomar decisões sensatas e racionais e não movidas a emoções).
Aprendendo a ter controlo sobre o que sinto e as emoções ou lembranças que surgem, aprendendo a ter controlo sobre a mente e não ser ela a controlar-me a mim, saberei usar o discernimento e o momento a meu favor, sem me deixar arrastar em pensamentos que me raptam para o futuro ou para o mundo shalalá inventado por mim e pelos desejos do ego (sim, acredito que existe muito além da matéria e que sim, vivo uma experiência na Terra mas que não me devo agarrar a nada nem a ninguém, permitindo-me experienciar a vida em liberdade, em amor livre - até porque tudo e todos os que estão fora são personagens que eu manifestei para me apoiarem no retorno a casa, ao coração). Ainda que acredite em algo invisível que nos move, permitir que ele se manifeste em presença e não ancorar-me/agarrar-me a ele ou justificar o que vem da mente, emoções, desejos, ego como algo extra físico porque é exactamente isso que me faz sair do momento presente, ficando refém da mente, cheia de conhecimento de todos os lados e de tudo o que já estudei. Ou seja, ao ser movida pela mente, acabo por deixar-me controlar por ela, levando-me a viver a ilusão que a minha mente criou. Treino de observação, de presença, respiração e, mesmo colocando em prática a organização da vida, sabendo que não dá para controlar o que não está ao meu alcance... pequenas organizações a curto prazo, surgirem ideias a longo prazo mas sem me apegar a elas, com as emoções pegajosas que muitas vezes surgem.
Sentir desejo por um homem não é prejudicial, desde que me recorde de me manter alinhada no propósito e na missão que trago, ou seja, mais uma vez, observar os desejos e saber discerni-los ou até transformá-los de desejos descontrolados a desejos benéficos que contribuam para o todo, para o bem estar e as boas relações que pretendo nutrir. O desejo que sinto por alguém masculino no exterior pode estar relacionado com a busca do masculino em mim e, como o manifesto cada vez mais parecido a quem sou e o consigo ver como tal, vendo para além dos comportamentos... Pode até vir a ser mais do que isso ou não mas isso é algo onde não devo colocar energia, ainda que por vezes seja muito forte o que vai surgindo e é preciso muita firmeza e foco para não me deixar envolver com o que está fora, relembrando o que li no livro de Maria Madalena - ele aparece quando deixo de pensar nele, mantendo-se ausente na matéria quando em mim existe algum tipo de busca fora para me sentir bem (memórias ainda de buscas de amor num parceiro, fora). Pode até estar a acontecer muita sincronicidade no invisível que não tenho de escavar nem buscar entendimento ou explicações mentais porque isso me afasta de mim mesma e da presença que Eu Sou. E isto serve para homens e mulheres com quem me deslumbro com o que mostram deles mesmos, ou nas atitudes iniciais, no momento em que os conheço e os vejo online e caio na ilusão do primeiro impacto visual ou o que é despoletado em mim como atracção e desejo. Vê-los para além da ilusão criada pelos meus olhos ou pelos meus sentidos e sentir. Nada está fora, eles são manifestações minhas. O momento é de entreajuda e de sentir a Vida a fluir em mim e Sê-la. A Vida. O Amor sem as distorções da matéria que aprendi nos 40 anos na matéria. 
Não reprimir esta sexualidade sagrada em mim e saber usá-la pelo Bem, e senti-la ao ouvir música do Sam Garrett - também uma manifestação minha - (uma referência de masculino que reaviva o masculino em mim - afinal não é de um parceiro que busco, mas sim uma referência para o trazer à vida dentro de mim, diluindo distorções de paixões platónicas por artistas ou professores) por isso os arrepios, algumas melodias que me fazem dançar que me fazem arrepiar por sentir a VIDA em todo o meu Ser, fazendo-a FLUIR. Reprimi-a durante tanto tempo e está na hora de a ir libertando aos poucos para não sair feita Vulcão, bem canalizada para os momentos certos e nas doses certas.
Mesmo acreditando em reencontros divinos de seres humanos, é benéfico para o meu bem estar emocional e mental dar-lhe a relativa atenção, entregando a quem nos criou o que vai surgindo através de sentires profundos porque as respostas vão chegando com clareza no seu devido momento, por isso é tão importante manter-me no meu trilho seguindo com a minha luz, experienciando a vida da forma que me faz feliz, nos vários momentos, criando novas memórias diferentes e criando um novo Eu, sem me apegar a nada nem a ninguém em específico. Provavelmente o instinto animal em mim leva-me a fixar um parceiro e fantasiar em relação a ele quando é a mente a querer controlar-me nas suas variadas idealizações e cenários fantasiosos baseados nas Cinderelas e nos Aladinos que via quando era pequena. Ora, é não deixar a criança controlar-me a vida, nem nenhum extremo masculino ou feminino tomarem o comando da vida, mas sim, a fusão dos 3, havendo alegria, optimismo, brincadeira, com discernimento, clareza e intuição.
Apreciar e saborear o caminho... a energia da Vida, energia vital intensa está dentro de mim feita vulcão a pressionar-me a garganta, para a usar a cantar, para sair para a matéria e não ficar retida que traz a tal sensação de ansiedade e repressão de algo. Por isso é tão importante continuar a tocar, cantar e aproveitar as oportunidades de estar com outros músicos e fazer fluir a energia. A fusão com a vibração, a música, a frequência traz-me uma sensação de presença, saindo das sensações desagradáveis e conseguindo dilui-las e transformá-las através da frequência que me chega e que escolho sentir em mim, ressoando num bem estar que me leva a deixar de me sentir no corpo. E vem a confiança de ser este o caminho. Cada vez com mais clareza, e que me leva a lugares sem horas nem tempo.
Ressignificar o sentir amor por um homem por quem sinto atracção/conexão (que no início é atracção pela aparência, uma espécie de paixão platónica... surge algum tipo de irritação e aos poucos, com a aprendizagem já tida no passado com outros homens, vem uma clareza e o diluir de ilusão do que é alcançado pelos sentidos, trazendo uma espécie de treino quando houver algum próximo contacto físico com um homem e não cair em ilusões, estando mais atenta no que eu realmente quero e não o ego/corpo/desejos instintivos, transcendendo a ilusão de conexões visuais, carnais) ser possível amá-lo sem qualquer necessídade ou desejo de contacto físico e distinguindo com clareza que posso amar vários homens como irmãos e que é uma escolha minha quem aceitarei para um companheiro. Daí, neste momento, estar a resgatar feminino e masculino em mim, tornando-me uma Mulher Adulta, fazendo escolhas intuitivas e não ilusórias, reconhecendo o meu valor e que, não é qualquer homem que será para mim e apenas só quando for momento e o sentir na alma e não no corpo nem nos deslumbres mentais.
Antes disso, há outras prioridades... o MEU BEM ESTAR com o satisfazer-me com concertos, idas ao Templo, tocar música, comer o que me faz bem, deixar-me ser guiada pelo meu sentir da alma, de quem realmente sou. O que me faz arrepiar o corpo e emocionar-me, é o que é para mim. Confiar que já estou a ser guiada por mim mesma, quando tudo surge subtilmente, sem esforço, com muita leveza. Não estou a preparar-me para ninguém, tenho uma vida inteira para experienciar muita coisa nesta Vida e por isso, tudo o que faço, escolho é sempre para clarear a minha visão, a minha perspectiva em relação a tudo e a todos e viver tudo com olhos de amor.

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