quinta-feira, 26 de setembro de 2024
Tempo de viver num presente bonito, sem mais dramas
terça-feira, 24 de setembro de 2024
Cuidadora de mim mesma
Partilhar aqui ou com a Lu o que me vai surgindo depois da sessão que tivémos?
Algo foi desperto que não me tinha apercebido, do que aconteceu no domingo, ao ir para a palestra sobre prosperidade e ter sido no dia anterior. A Lu falou-me de uma mudança e ressiginificação de prosperidade que está a acontecer dentro de mim, que algo me foi trazido desta experiência em relação às minhas crenças em relação ao dinheiro, algo que me traz ainda algum desconforto e que, aos poucos, vou desbravando, sem me forçar e respeitando a minha capacidade emocional de lidar com isso. Sendo que prosperidade não se refere exclusivamente ao dinheiro, sendo que é uma consequência natural, há aqui vários pontos a observar, de preferência duma forma mais neutra, ou seja, ressignificar o meu olhar para dinheiro e prosperidade, diferente do dos meus pais - provavelmente está aqui uma das chaves.
Ora, se ainda existe em mim alguma parte que busca valorização nos pais e sendo que, uma vez que eles próprios não se valorizam portanto nunca serão capazes de me valorizar (talvez valorizem quando estou ausente ou escolho seguir o meu caminho mas que a minha noção de valor próprio não dependa do que vem deles em relação a mim, até porque, não conseguem aceitar-me diferente deles nem as minhas decisões pessoais, insistindo e impondo sempre que podem que eu me desvie do meu caminho diferente do deles) e acima de tudo, não faz qualquer sentido eu estar empenada nesse lugar de receber valorização deles ou de fora para validar ou acreditar que tenho valor. Ora, o meu valor não está relacionado com o quanto eu valho a nível financeiro mas sim, o quanto eu contribuo para um bem maior, sendo canal, fazendo fluir através de mim a Vida (amor, abundância) que há em mim e chegou em mim... o interessante é que, há em mim uma sensação de estar a aprisionar, prender, sufocar a vida dentro de mim, sem a deixar fluir para fora por algum motivo que ainda não me levou a juntar as peças e transformar-me em canal de Vida, validando-me e valorizando-me a mim mesma. Tem sido uma prática natural que tem acontecido nos últimos dias, quando sou eu mesma e venho alinhada de meditações, de bem estar interior, sem influências exteriores que me levem ao mesmo lugar de insegurança e não reconhecimento de quem realmente sou - algo que surge porque talvez esteja demasiado apegada ao mundo material/terreno e como que refém apenas de uma fonte de afecto, que de lá não vem o afecto amoroso que vem surgindo de outras fontes humanas e não só mas sim, o contrário, fazendo-me regredir e prejudicar o meu trabalho de alinhamento mental e emocional a que me tenho dedicado mais intensamente nos últimos meses. Então para quê insistir? Devido a vitimização materna e a rejeição da figura paternal por parte dela constante, numa tentativa de que os filhos ocupem o lugar dele porque ela não aceita a escolha que fez nem quer enfrentar isso... surge a insistência de me querer puxar como cuidadora, tentando evitar que eu siga a minha vida e tenha a minha família de amigos e família com parceiro e filho(s), numa necessidade de "se eu não fui feliz, tu também não serás porque és minha posse e vais cuidar de mim". E isso leva-me a distanciar-me cada vez mais de um lugar que ela definiu para mim e continua a querer definir (porque o faz para o meu pai e irene e os torna escravos dela na sua manipulação emocional e inferiorização da autoestima dos outros, tal é o vazio profundo em que vive e que ESCOLHEU viver), ou seja, continuar a querer planear a minha vida, o meu destino em função do egoísmo dela e do que ela quer e lhe dá jeito para evitar ao máximo enfrentar e olhar de frente para ela mesma no marido, e para a vida que escolheu. Tem sido um trajecto bem desafiador PRIORIZAR ME perante toda uma história familiar de abuso e negligência parental, achando sempre que era exagero meu, aceitando e tolerando sempre tudo (aguardando por mudanças ou processos de consciência dela devido a expectativas de criança, continuando a iludir-me da verdade) e que não podia ser possível uma mãe ser assim, não querendo reconhecer que escolhi uma mãe com este comportamento nesta vida para representar o que fui e o que não serei mais nesta vida. Escolhi por muito tempo caminhar na ilusão de acreditar nas aparências, sorrisos fingidos... sempre era melhor assim do que me sentir orfã afectiva/emocional de mãe e, de alguma forma, de pai também. E esta é a dura verdade que preciso de encarar como adulta, permitindo-me aceitar isso e deixar de esperar mais nenhuma mudança idealizada nem de um nem de outro porque, ambos escolhem não sentir emoções, apenas pontualmente. Já eu, caminho no sentido oposto, reencontrando o equilíbrio emocional, junto de novas referências, novas ligações de relações saudáveis, gradualmente. E, a pouco e pouco, um novo ser em mim, mais realista, sensato e menos sonhador em termos de querer mudanças imediatas/radicais nos outros que não têm a bagagem emocional para esse tipo de mudanças que eu já ambicionei. As mudanças apenas podem ocorrer em mim, que poderão ou não sortir efeito neles ou noutras pessoas à minha volta, mas que não haja qualquer tipo de expectativa de que as sementes cresçam, de que eu cause algum impacto e vá em busca de provas ou confirmações ou validações de que a minha presença faz a diferença onde quer que vá, desde que seja eu mesma, sem me forçar a ser outra pessoa, ou querer agradar ou evitar ofender ou chocar com a minha verdade que, por experiência, já percebi que não é aceite por família biológica. Então, que não me esqueça disso e altere o meu comportamento, sem medo de ser eu mesma perante qualquer pessoa, mesmo que de família me tenham colocado crenças falsas de que causava o caos e que a infelicidade deles era culpa minha. E continuando a haver essa insistência em eternizar esse tipo de exteriorização por parte deles de quererem transferir responsabilidades de adultos que eles são para me contratar como eterna cuidadora de família, o meu distanciamento emocional deles vai aumentando cada vez mais, para aumentar a proximidade a mim mesma e a seres com quem me ligo através do coração. SOU CUIDADORA DE MIM MESMA, DA MINHA VIDA, ESCOLHO RESPONSABILIZAR ME APENAS E SÓ PELAS MINHAS DECISÕES E ESCOLHAS, abrindo mão do que é dos outros e do que não me faz bem, por amor próprio e estima. Se me faz mal, independentemente de quem seja ou de que vínculo exista, é para me manter afastada. E ASSIM SEJA! PORQUE ASSIM JÁ O É!
Ideias - desejos da alma
Ideias que vão surgindo de novas experiências e criar novos momentos, novas sinapses, a viajar, a criar novas memórias visuais fora de Portugal e aliar à celebração de todo este ano que tem sido uma montanha russa maravilhosa! O Brasil está a chamar-me e algo que me está a chegar é que o foco é o que me faz sentir bem, sejam praias mas acima de tudo, ir para o meio da Natureza e por isso, esse vai ser o foco, seja a fazer uma tour, caminhada, seja o que for... mas tudo vai chegando e aos poucos as peças vão encaixando. Agora a ideia de ficar na Praia do Forte, em Salvador e manter-me por lá, mesmo que a andar de bicicleta, não me satisfaz porque aqui onde vivo agora também ando de bicicleta junto à praia... portanto o cenário de estadia pode ser por ali mas, a pulguinha precisa de ir pular para o meio do mato de bota de montanhismo de alguma forma, não sendo apenas uma viagem de passeio mas sim, de vivência na Natureza e fundindo-me com a Mãe Terra, sentindo-a bem coladinha a mim. Como me sinto cada vez mais merecedora de amor e de amar tudo e todos os que me rodeiam, sei que a Vida me irá presentear (eu própria enquanto consciência já estarei a presenciar ou estarei a preparar isso) e por isso não tenho com que me preocupar com nada. De vez em quando, guiada pela intuição, vou avivando a criação com uma pesquisa ou outra de imagens para que a criação se torne cada vez mais nítida... agradecendo e sentindo por já estar a acontecer. E acima de tudo, não deixar que emoções ou crenças se intrometam na criação e que por vezes, me trazem pensamentos que limitam as criações (levando-me por exemplo a criar apenas imagens num lugar da Natureza dentro do país - algum tipo de limitação, lealdade ou fidelidade a manter-me dentro das fronteiras), como se não fosse possível sentir a Mãe Terra bem onde é possível de a sentir, o mais pura possível... e SEI QUE É POSSÍVEL! E não, nada me detém nem mesmo dinheiro porque quanto mais me sentir abundante, quanto mais sentir que existe Vida em mim e agradecer por esta benção, tudo irá surgindo gradualmente, de acordo com o caminho que vou trilhando, relembrando mais e mais o quão merecedora eu sou de ser feliz!
Adultecer
segunda-feira, 23 de setembro de 2024
Perdoando adormecimentos e deslizes emocionais
Como foi activada a "boazinha" ontem? Como fui parar outra vez ao lugar de querer ser a filha perfeita, iludida mais uma vez por dever agradecimentos pela vida à minha mãe, levando-lhe flores e, mais uma vez, entrar nesse papel? Lembro-me que estava a ir rumo à palestra e acabei por não ir por ter sido no dia anterior. Acabei por ir comer a um lugar onde estive durante a formação de constelações, criei novas memórias a almoçar comigo mesma, a ouvir música, a escrever sobre o permitir-me ser compassiva pelo que a minha mãe passou durante a gravidez de mim e, no meio desses mergulhos, fiquei submersa em emoções e veio a necessidade de lhe oferecer flores, esquecendo-me mais uma vez e perdoando e perdoando e perdoando comportamentos dela que me inferiorizam e me deixam em baixo, parece que volto atrás na auto estima e na confiança interior, reactivando sistema nervoso por ir parar a esse lugar novamente de obediência sem me dar conta que continua a haver desrespeito por parte dela e do meu pai, quando escolho agir diferente deles, não aceitando e ficando arranjar formas de me darem a volta para fazer como eles querem. É uma forma de desrespeito à qual fui habituada pela porra de educação de obediência no colégio e de ter de ser boazinha até com estranhos. Traz uma exaustão imensa quando eles não aceitam as minhas opções e diferenças, acabo por não ter forças para sair dali o quanto antes. Cada vez mais me apercebo que não me faz bem à saúde mental nem emocional estar na presença deles. Venho sempre dar a este lugar, com sensações de dívidas pelo que, por exemplo, a minha mãe passou na gravidez que foi uma escolha dela, confundindo o honrar com o voltar à obediência, levando-me a sentir uma obrigação de lhe mostrar a minha gratidão através de gestos. Ainda que se emocione um bocadinho que seja, não compensa sujeitar-me aquele ambiente tão disfuncional ao qual me habituei e que, quando já está a ser demais... mesmo arrotando e arrotando e arrotando, não associo ao ambiente em que estou e justifico como sendo outra coisa que não de estar ali. Energeticamente, volto ao desgaste e, faço mal a mim mesma, para lhes fazer companhia ou agradá-los, como aprendi. Perdoar-me por ainda cair nestas situações, sinto que acabo sempre por retroceder no meu processo... vêem aprendizagens fortes, por ter sido controlada por emoções e surgir de novo a que sente obrigação de agradar. Estou a tentar localizar cirurgicamente o que despoletou isso... se foi o não ter ido à palestra, se foi voltar aquele lugar que me trouxe memórias, quando me questionei "ok foi ontem... e agora?" Talvez me tenha sentido frustrada, talvez tenha sentido frágil, insegura, talvez tenha surgido desorientação naquele lugar com carros, poluição, um lugar que talvez me tenha levado a ir de volta a quem eu era quando passeava ali naquela rua com a minha mãe, nostalgia, talvez tenha sido uma viagem que fiz mesmo para perceber que voltar a lugares passados não me servem de nada, deixam-me agarrada ao passado e só me levam a quem eu era e às dinâmicas de obediência que eu tinha antes com a minha mãe. Talvez tenha sido sugada pelo passado para ali para trazer apenas o mergulho que fiz enquanto comia e, sentir gratidão por estar viva à minha mãe. E ficar por aí. Entretanto, as emoções de criança engoliram-me e refém de ilusões mentais, construídas depois de perceber a força interior que é preciso ter para lidar com uma gravidez e um luto ao mesmo tempo... levando-me a humildade de a honrar, mas talvez se tenha confundido com o precisar de lhe provar esse agradecimento, com algo material, ainda que fossem flores. Percorri os mesmo caminhos e lugares da minha mãe ali... foi estranho, parece que estava hipnotizada por percursos dela, talvez honrando-a a ir aos mesmo sítios que ela ia, e a flor talvez fosse para mim, para celebrar aquele momento. Porque afinal, existem várias maneiras de honrar os pais sem ter de provar nada, é um processo interior e profundo que não preciso de forçar ou experienciar perante eles, sendo que a relação saudável dura uns minutos e há sempre a necessidade deles de me "sugarem" para casa deles para não se sentirem sozinhos e entrarem nessa dinâmica doentia, em busca de alguém que os cuide ou que concorde com as infantilidades, inseguranças e os acolha nos medos deles. Afinal quem é o adulto? Será possível sermos todos adultos ou continua a ser ilusão da criança e até da adulta em mim?
Naquele dia, ia fazer algo por mim. Ia estar comigo, crescer, despertar mais um pouco. Acabei por desviar o caminho, por não me ter focado no dia em que era a palestra (acontece mas que sirva de aprendizagem para estar mais atenta ao que marco e mais presente - tem sido desafiante esta questão das marcações e compromissos, é algo que preciso de reflectir, comprometer-me e ou me esqueço da data ou algo me leva a ficar no mesmo lugar, provavelmente o ego, consciência familiar, algo que me leva a nem conseguir levantar para cumprir com o que marquei). A sobrecarga emocional e mental não ajuda em nada, como que houvesse algo que, por um lado me mantém com a força de não desistir de me encontrar, e continuar no caminho, por outro lado, me leva a extremos que puxam pelo mental (achando que estou a fazer bem a mim mesma e a acelerar a chegada de respostas para me lançar ao serviço e receber dinheiro para sair daqui e ir fortalecendo a minha estrutura porque sei que muita dessa força virá de dar o salto de fé!... quando tortura mental não me ajuda em nada. Escrever sim, ficar refém de pensamentos, e não descansar, não).
Acredito que as meditações às 4as e estudo aos domingos me vão fazer bem em relação a tudo, em especial trazer-me a paz e a clareza para saber lidar com tudo com discernimento e saber distinguir o ser bondosa e o querer agradar, saber reconhecer as minhas necessidades sem colocar de novo as necessidades do outro à frente. Estar num lugar de aprendiz, pode fazer-me sair dum lugar de aluna que aprendeu a ser boazinha, para ressignificar a verdadeira bondade que me foi ensinada com distorções.
Talvez tenha ido parar a estes ensinamentos para isso mesmo, ressignificar toda uma forma de viver e ressiginificar toda uma educação que me foi passada com valores tão distorcidos, que, por vezes pareciam ser de acordo com a vontade divina, não havendo coerência entre o que pregavam e a forma como chegava a nós a educação desses valores. A questão é sempre a mesma... ouvir, reflectir e questionar o que me chega não com crítica mas sentindo como ressoa em mim. Claro que, uma consciência religiosa católica dentro da maior parte de nós, que influenciou a maior parte da nossa vida e atitudes, pode fazer com que surjam criticas interiores aos novos ensinamentos por desconstruir o que foi aprendido e, em especial, tentar afastar-nos deles, por isso ser tão importante a persistência e o compromisso comigo mesma neste desfazer de educação distorcida e valores passados que só me levaram a afastar do ser bondoso que Eu Sou, levando-me a querer agradar os outros, ser obediente com todos, sem saber definir limites com assertividade, mesmo que o outro traga truques de chantagem emocional e vitimização (vindos de estratégias do ego), confundindo-me muitas vezes que tipo de comportamento afinal deveria ter no exterior para me respeitar e respeitar os outros, sabendo definir limites de respeito quando surgem abusos subtis, como o que surgiu hoje de uma miúda no mercado orgânico. Confiança a mais na socialização surge quando não coloco limites, esquecendo-me que a maior parte das pessoas com quem me cruzo não se aprofunda no autoconhecimento e, acabam por me tratar com excesso de confiança, aka desrespeito sem se darem conta do lugar deles, nem da idade por, provavelmente me estarem a testar os meus limites. Talvez isso revele que eu, de alguma forma, vou iludida para os lugares, deduzindo que os outros sabem respeitar-me e que não tenho de ensinar nada, não querendo ir para lugares superiores. A questão é que, talvez seja mesmo por medo de poder ser arrogante que deixo de colocar limites ao outro, nas abordagens que faz em relação a mim - neste caso, uma miuda que provavelmente não respeita nem a mãe nem o feminino dela, tendo sido dominada por um falso senso de superioridade para se sentir confiante. Ora, nesta mundo 3D convém estar alerta e atenta, sem cair em ilusões de que já estamos na 5D, mesmo que faça viagens com os meus irmãos lemurianos. E que, onde quer que for, levarei comigo a minha mente e, depois do dia de ontem, a confiança e a segurança de mim mesma precisa ser reforçada para voltar a um lugar tranquilo e não levar destas conversas abusivas, por ter voltado a contactar esse ambiente em casa - abusos subtis e tão prejudiciais. Quanto mais me respeitar, melhor detectarei estes comportamentos, afastando-me e/ou sabendo lidar com maturidade com eles e com quem traz esse tipo de comportamentos, deixando de ser a excessiva tolerante a ponto de me prejudicar.
E duma vez por todas, consciencializar-me que, o ambiente com os meus pais não me faz bem, seja onde for, seja como for. O caminho é afastar-me deles, neste meu processo de fortalecimento e reconstrução da minha vida. Para trás não é mais caminho possível. Posso escorregar de vez em quando, mas volto ao foco, sempre! No momento em que escolher manter activo e equilibrado o meu masculino interior, bem diferente do que eu conheci e testemunhei de pai, irmão, companheiros... que protege o seu feminino, o abraça e o afasta a ela e à criança de lugares e pessoas que não lhe fazem bem nem a respeitam.
Humilhar, inferiorizar, em tom de brincadeira é desrespeito, é desamor. É mau trato. "estou só a brincar..." Quão infantis, imaturos e reféns do ego nos tornámos devido a uma educação tão mal transmitida, baseada em poder, manipulação? Tornámo-nos adultos, sem discernimento, sem saber distinguir o respeito do abuso sem confundir os dois e sabendo distinguir os dois quando se manifestam de quem quer que seja. Aprendemos a tolerar muito desrespeito que, na altura, era abuso e não era visto nem classificado como tal. Caímos todos em hábitos bem feios, de tratamento humano, entre homens e mulheres, devido à influência e ao poder de uma sociedade egóica sobre nós. E aqui está, um tema bem importante a reflectir com calma e aprender a ressignificar com o que vou estudar no budismo.
Sair do agora, leva-me a ficar perdida nos pensamentos que me arrastam ao passado e ao futuro, através de emoções. Foi isso que me aconteceu ontem.
Pensar compulsivo rouba-nos a nossa própria alma e com Ela, a serenidade, o discernimento e a sabedoria.
Desidentificar-me de ser a minha mente - libertar-me dela.
Estar em presença - a chave da liberdade, ser livre, aqui e agora.
A escolha não é entender, mas praticar o estado de não pensar - não pensar sobre isso, apenas fazer. Consciência do momento presente, aceitando-o como ele é, desacelerando a hiperactividade mental, uma tentativa de fuga do momento actual - prática de me tornar consciente deste momento presente "MOMENTO PRESENTE"
Atenção plena - Consciência - Presença
A consciência não necessita do pensamento, o pensamento precisa da consciência para existir. Eu escolho ser a consciência, no aqui e agora.
Contemplar sem necessidade compulsiva de nomear o que está a acontecer.
"Em vez de criar histórias, atenha-se aos factos. Em vez de ser os pensamentos, ser a consciência por trás deles.
domingo, 22 de setembro de 2024
Compromisso de adulta
Quero começar a atender mas acho que não consigo por dar atenção às vozes que surgem de dentro, de quando era mais nova... talvez porque ouvi mãe ou pai dizerem "não sou nada sem eles" ou que não fazia nada de jeito, ou por ainda uma parte minha colocar como prioridade o cuidar de mãe/pai e não seguir a minha vida. Hoje senti que, por ainda haver do lado da minha mãe um gozo ou uma espécie de inferiorização em relação ao meu pai, como que uma ridicularização, ainda há um lado em mim de defensora do meu pai, por assistir a isto, nas costas dele... como que traí-lo, desrespeitá-lo e eu dever manter-me por perto para colocar "ordem" e para que haja respeito, ainda importando-me ou mexendo comigo aquele tipo de atitudes dela para com o meu pai. E nesse momento, volto a sair do lugar de filha... armando-me em mãe de novo, testemunhando atitudes de miúda imatura do lado da minha mãe e não saber como me comportar ainda perante aquilo. Foram várias as vezes em que reparei em intolerância dela e superioridade mas lá está, não é mais um assunto meu e portanto, devo desligar-me desse tipo de dinâmica, achando que tenho obrigação de a mudar, quando volto a saír do meu lugar de filha e (acabando de ouvir a minha mãe dizer que quando for muito velhinha vou ser mãe dela) houve ali um click em que, em segundos, voltei a ir para o lugar de mãe, mesmo dizendo-lhe "na na na, tu já tens mãe, posso ir dar-te beijinhos e abraços mas não vou nunca ser tua mãe". Existe como que uma insistência para que eu continue a ocupar esse lugar e como que a excluir o meu pai da família, e uma tentativa de me influenciar a continuar a olhá-lo como ela o olha. Parece uma luta para manter o meu pai nesta família sem o excluir. Mas afinal, sou responsável por continuar agarrada a essa dinâmica que nunca irá mudar ou, simplesmente, respeitar cada um, e tendo-os no meu coração, como pai e mãe, com visão deles no seu devido lugar (para quê pedir-lhes que mudem de lugar fisicamente à minha frente... se insconcientemente não querem?) mesmo que, quando estamos os 3, haja algumas confusões de visão, como o meu pai agir comigo como eu sendo a minha mãe (em competição, sem aceitar pontos de vista do meu lado). É um treino constante, para que me olhem como adulta e assumirem os seus lugares... vai havendo tentativas deles de me manterem nessa dinâmica agressor/perseguidor-vítima-salvador, que eles conhecem e eu trago como o "normal" com eles... o triângulo dramático a que eles se habituaram e, me vão tentando manter para não se tornarem adultos e sair da toxicidade - mantendo jogos psicológicos bem escondidos, simulações e mensagens ocultas/partes deles mesmos.
Perguntava-me se seria bom receber deles frutas, prendas, etc... acabo por aceitar, lembrando-me que pais dão e filhos recebem, A questão é que eu quero assumir um lugar de filha adulta... ao aceitar, estarei a permitir-me ser filha ou a continuar a manter-me num lugar de inferior e necessitada para que eles se sintam superiores, com poder sobre mim? Faz tudo parte deste processo e são tudo aprendizagens que, no momento, vejo como "ok vou seguir o coração e oferecer uma flor à minha mãe com boas intenções e para lhe agradecer pela vida" mas que pode ser o inconsciente a manter-me agarrada emocionalmente ao sistema, até porque vieram memórias de criança ao passear num lugar onde passeava com a minha mãe. É algo que vou reflectindo sem me punir e entender, que não se resolve tudo com rosas. O ego e dinâmica carência/dependência/controlo do outro está sempre presente, ainda que inconscientemente, ele acaba por aparecer, por isso tão importante, se calhar, encurtar as visitas em menos tempo, em vez de ficarmos horas à conversa para não ressuscitar essa dinâmica. Pai tenta que eu entre em casa, eu prefiro não entrar e ele respeita. Quando me abraço a mãe, ela emociona-se mas controla-se... pai fica feliz. Dali a pouco, parece que, quanto mais confiança volta a haver e à vontade, os gatilhos e as sombras vão vindo á tona. Então, sabendo que posso resolver estas dinâmicas interiormente e em processos de constelações, ganhando também confiança e paz interior para, em momentos com eles, cada vez estar mais presente e atenta para não me perder nessa dinâmica, encurtando o tempo na presença deles e evitando receber e receber o que eles vão dando para, ir definindo, aos poucos, a minha postura de "agradeço mas eu cuido de mim, sou mãe e pai de mim mesma". Há uma tentativa do lado deles de quererem manter dinâmica que conhecem comigo porque não querem sentir a solidão e o perderem essa dinâmica que os mantém na ilusão aparente de estar tudo bem e de teres papéis tóxicos e disfuncionais, com o meu consentimento, sem dar conta que voltou tudo ao mesmo e não há nada a fazer em relação a isso. Falar prolongadamente com eles, viajar ao passado, a memórias de criança, coisas que a minha mãe vai dizendo para me mexer no emocional e me manter presa na dinâmica tóxica, controlando emocionalmente através das memórias de como eu era e que lhe escrevia bilhetes... não é saudável para mim e mantém-me na ilusão, desgastando-me sem dar conta. Estarei a ter dificuldades de sair de lugar de criança/adolescente de salvadora (dinâmica que conheço), nesta dinãmica por andar a fugir de me tornar adulta, que só me faz mal e me mantém presa a um triângulo não saudável? Quanto mais falamos uns com os outros, as energias vão-se misturando e às tantas, perco-me do lugar onde me quero manter. Posso sempre ter a perspectiva que estou a fazer por um bem maior, entregar os mimos por gratidão e vir embora dali a pouco. Há como que uma dependência emocional e veneração do meu pai para com a minha mãe, nada saudável, que ela tenta manter comigo também, da forma como me tratou a última vez e que eu decidi não esquecer mas ver como uma oportunidade para me acolher em comportamentos iguais a ela que já tive ou possam estar dentro de mim. A solução não passa por evitá-los ou distanciar-me totalmente mas sim, estar com eles pontualmente, falar o necessário e ir-me focando no que, para mim, me irá trazer paz interior, sem confusão mental e me ajude e me motive a continuar no meu caminho para sair dessa dinãmica que não me faz bem, conseguindo ir ganhando forças para seguir o meu coração, que pode passar por ir viver para outro país e conseguir ser autónoma e autossuficiente, algo que irá mudar esta relação entre nós, em grande escala. É um processo contínuo... acreditando que cada vez vou estando mais alinhada comigo mesma, ainda que, na presença deles, seja ainda fácil deixar-me levar emocionalmente pela expectativa da família feliz (um bocado à imagem do pensamento do meu pai) e deixando-me engolir novamente por controlo e manipulação emocional de mãe que sofre e vive em dependência bem escondida, tentando controlar tudo e todos à volta para que não seja mostrada qualquer fragilidade ou emoção e evitar ao máximo qualquer dor bem forte à qual rejeita a todo o custo aceder, mantendo-se no lugar de vítima, superior. Entretanto, somos todos humanos e isto é tudo um teatro à minha frente e é fuckin' desafiante estar com eles sem me deixar afogar nestas dinâmicas que já não quero mais para mim. Então, é fundamental continuar no meu trajecto de desfazer o ego, no budismo e constelações (compromisso comigo mesma para aprender a lidar melhor com estas situações e ter outras perspectivas e atitudes sem desrespeito mas com firmeza) porque há quem tenha o ego bem firme como forma de se protegerem ou de se sentirem alguém. Através do budismo, vou aprendendo que, quem em vem desafiar e activar gatilhos, vem dar-me a oportunidade para trabalhar ainda mais o desfazer do ego e prejudicam-se a eles mesmos, a acumular carma ao continuarem reféns da mente. Talvez eu ainda ache que já não caio mais nas ratoeiras da mente mas volto ao lugar de reconhecer que ainda existe arrogância em mim para ser observada, sem julgamentos e também expectativas de algo idealizado nas fantasias da minha criança, que vem á tona e se deslumbra ao conectar-se emocionalmente de novo aos pais. Tudo ok. É tudo uma questão de treino da mente, sem ser controlada por ela através do que surge fora, em forma de personagens que amo, emoções e sentimentos (criação da minha própria mente). Parece que o apego é algo importante a ser trabalhado, escuso de me armar em forte e achar que não sinto apego por ninguém, também me calhou, não sou estrela exclusiva iluminada. Sim, já fiz muito caminho e vou continuar porque isto nunca pára... às vezes, vem é essa ilusão de "já está! agora que vim do templo, vai estar tudo bem." e POUF. Já caíste outra vez na história da carochinha. É um processo e há que ter paciência, foco e compromisso comigo mesma, em especial agora que escolhi dedicar-me a estudo de ensinamentos budistas. Cometo os meus deslizes e perco-me em ilusões movida a emoções que ainda me engolem muitas vezes. É continuar sem desistir e sem cair em vozes do ego de "não precisas daquilo para nada!" que teme a toda a hora ser extinto e deixar de ser "alguém". Pois é... ano 9 pede muito foco interior e dedicação ao caminho espiritual, sem xalálá's espirituais que por aí andam, escolhendo voltar ao simples e manter-me firme que tudo está dentro de mim e é tudo uma questão de escolher o bem estar interior e pacífico, em benefício de todos os seres. Só nesse estado interior, sentir-me-ei mais confiante em atender os outros com constelações familiares. Haverão muitos clientes, o importante é haver este treino e foco diário com meditação no centro, pedindo bençãos e continuando o estudo, sem me perder. Tal como o monge disse e fez tanto sentido, o caminho sem bençãos torna-se muito difícil e foi exactamente isso que senti nos últimos tempos. Não tem de ser assim, posso contar com os ensinamentos que me ressoam na alma (que o ego muitas vezes julga, critica e aponta todos os defeitos para me afastar do caminho que irá levar-me ao esvaziamento do ego... estando preparada e atenta para qualquer tipo de resistência que me cole à cama ou a casa em dias de aulas ou constelações) no templo, nos livros e permitindo-me ser ajudada ao receber as bençãos que me irão apaziguar e acalmar, acolher e manter-me na fé de continuar a acreditar. Não chega só dizer "eu sou a paz, eu sou o amor", requer mesmo um compromisso diário para treinar a mente. Não há milagres num dia (apesar de eu me iludir muitas vezes quando me sinto nesse estado de êxtase, a flutuar quando saio do Templo, que esse estado vai durar muito... e como é tudo impermanente, há que perceber que essa paz precisa de ter treinada, especialmente quando a partilho com alguém em necessidade... e depois, requer voltar ao centro... lá está, esquecer-me que a paz interior não se mantém em mim quando interajo com outros seres que necessitam muito dessa paz, e lá se vai ela). Aprender a mantê-la, diariamente, lembrando que, a bateria vai perdendo forças, a energia vai-se indo, especialmente ao falar, deixando de existir o tal foco no centro e verticalidade. Atenta a isso, é um treino diário e, por amor próprio, relembrar disso e gravar que, sem esse centramento bem treinado, a energia vai-se num instante. É como se doasse toda a paz que preciso para mim, deixando-me levar ao escoamento de quase toda ela, sem me aperceber. Ainda bem que me apercebo disto para estar mais atenta. Por muito desafiante que seja, é fundamental para mim, respeitar o meu estado energético especialmente perante os meus pais, não voltando a cair num desgaste como hoje estou a sentir, por ter deixado escoar toda a minha fonte de vitalidade, sem dar conta (a conversa foi fluindo, foram-me ouvindo, fui-me alimentando da ilusão de harmonia aparente e lá ia eu descendo a energia para estar na frequência do medo (nem me lembrei disso, pela aparente boa disposição e aparente bom ambiente entre deles - a TAL ILUSÃO onde caio sempre quando me vêem emoções a controlarem-me, sem conseguir ter mão nelas nem me lembrar de que posso senti-las sem ser refém delas, vindas da mente que precisa de treino), onde eles vibram - requerendo agora muito descanso e recuperação por me ter deixado arrastar para esse lugar, perdendo forças para os energizar, como que a perder vitalidade para mantê-los vivos). Ou seja, guiada ainda pela ilusão da criança que se derrete em especial com mãe, esquecendo as atitudes dela egóicas, levando-se a prejudicar-se e a ser escoada emocionalmente e energeticamente por escolha inconsciente dela, guiada pelas ainda expectativas e esperanças da família feliz, esquecendo-se que, os caminhos já são diferentes há muito tempo, tal como as escolhas de atitude perante a vida e que, não vale a pena, sacrificar a energia interior para vivenciar mais uma ilusão ou trazer mais um momento aparentemente prazeroso que irá dar sempre na verdade que dói... que, por muita paz que traga comigo e flores, e abraços, nada os tirará da cegueira e da ilusão em que escolheram viver, de aparências, vítimas de ego, presos no sofrimento. Acabo por cair ainda no lugar de os querer arrancar "dali". Novamente, a salvadora, que ainda traz arrogância ou mesmo, ignorância e ingenuinidade de criança de mudar algo que nunca irá mudar. Aceder a esse lugar de impotência mexe comigo, leva-me a aceder a uma tristeza profunda pela escolha da Vida que eles decidiram para eles e, entrar, de novo, na aceitação e ir concordando com o desistir não deles mas de uma ilusão fantasiosa de criança. Dizer SIM, às escolhas deles, às decisões deles, e o que me cabe é, apenas ser feliz à minha maneira, de forma diferente e equilibrada. Trabalhar o desapego... se escolhem sofrer em silêncio, por respeito e mesmo que custe no mais profundo do meu ser, preciso de encontrar a força interior que me vai libertar desta dependência emocional e desta dinâmica infantil, que me afasta de ser adulta e madura, deixando de me iludir com as fantasias de criança. Prefiro chorar, libertar, sentir a impotência aos poucos e CRESCER, AMADURECER e VOAR. ESTA É A MINHA ESCOLHA, mesmo que doa muito, preciso de aceitar e respeitar a escolha de quem já é adulto e sabe cuidar de si, seja de que forma fôr ou de que forma se tratarem, não me diz respeito. Não tenho de defender ninguém nem concordar ou discordar, não é um papel meu continuar no meio como mediadora emocional. Não vale a pena sentir-me frustrada por ter caído de novo. Talvez por isso, não me esteja a sentir bem agora, sem energias, sem forças, mesmo sabendo que é tudo um treino, quero conseguir criar o distanciamento emocional sem que me leve a este extremo na presença deles. Posso ir abaixo, mas vou aprendendo a estimar-me cada vez mais, à medida que vou passando por estes treinos a que me proponho. Ao escrever hoje, sobre temas relacionados com a minha mãe, entrei num lugar de entendimento pelo que ela passou na gravidez de mim, tendo-me levado a sentir compaixão e baixar a guarda, esquecendo que, mesmo num entendimento destes profundos, eles na presença um do outro comigo, agem sempre da mesma forma, porque não se permitem fragilizar nem vulnerabilizar na presença um do outro, em especial a minha mãe que precisa de se sentir superior em relação ao meu pai e acaba por adoptar o mesmo comportamento comigo, como se só soubessem ter um comportamento, à defesa um do outro (em modo competição, em modo superior/inferior, em modo duelo, em modo "eu sou melhor, tu és pior", em modo julgamento em especial de mãe em relação a pai), mesmo que eu seja filha, agindo sempre da mesma forma mesmo na minha presença (ainda que haja rasgos de segundos emocionais mas quando os menciono, em especial o meu pai, não suporta, como se o que viesse de mim sem maldade, a recebesse distorcida como se habituou a receber da minha mãe - Ou seja, a visão que o meu pai tem em relação a mim é de eu ser a minha mãe, estando constantemente à defesa ou em modo luta como se habituou a estar perante ela, e a minha mãe em modo gozo e humilhação perante ele, modos operandis tão enrigecidos e cristalizados que, mesmo alterando a pessoa que está à frente deles... pai leva a mal como se visse em mim a minha mãe e não conseguisse distinguir, pondo-me no mesmo saco que ela, e ela, tenta puxar-me para compactuar com esse comportamento humilhante e que desvaloriza o meu pai). Pergunto-me, se desisto de estar na presença deles, focando-me no meu processo sem esperar nenhuma mudança ou, tento de alguma forma acessar ao meu pai para que ele me veja como filha e não se coloque à defesa como faz com a minha mãe, por ter aceite estar refém do poder dela, por fragilidade emocional.
E depois de muito mergulho, chega.
Relembrando e voltando à realidade de que tudo é um teatro, não o levando demasiado a sério, ainda que seja muito importante olhar para dentro, há que ser feito com peso e medida, continuando a ir ao encontro da minha paz interior sem me deixar engolir por acontecimentos fora, sabendo que é tudo um teatro criado por esta mente a precisar de alinhamento e de ser domada. E voltar ao presente - o único momento que existe, à respiração e permitir-me descansar, agradecendo pelos episódios experienciados e que ficaram no passado. Mais insights aparecerão sem me torturar mais com pensamentos e refém deles em busca de respostas imediatas ou resolução de uma vida que é um processo gradual, por isso, de nada me serve, entrar na batalha, escrever horas a fio a ver se saltam pipocas profundas e insights astrais com a pílula mágica para resolução de uma vida... que é para ir sendo vivida, abençoada e agradecida. E hora de ir dormir, morrer e renascer de novo :)
sábado, 21 de setembro de 2024
Posso desviar-me... mas retorno ao foco, SEMPRE
O quê, em mim, ainda quer fugir do momento presente, pegando em desejos e idealizações de busca pela felicidade com um homem e levando-se a viajar em marcações de viagens rumo a esse homem, achando que está em busca da alma gémea e que tem de fazer de tudo para ir, esquecendo-se do seu caminho, achando que essa busca faz parte do seu a«caminho? Vejo atitudes da minha mãe nisto, e provavelmente de vidas passadas minhas em que viajei e viajei e viajei e por isso vir com tanta força esse comportamento como parecendo meu e real e é apenas uma atitude que vem de memórias repetidas durante muitas vidas... então vem com uma força gigante, pedindo-me muito enraizamento e muito foco para não me deixar levar, como já deixei ontem e hoje. Vejo comportamento de alguém a querer fugir do momento presente, da realidade que escolheu viver e, buscando de tudo para fugir dela, querendo fugir de encarar a realidade de hoje, evitando a todo o custo CRESCER e tornar-se mulher adulta e confiante. O interessante é que, agora que me apercebi disso, sentia e sinto no corpo as tensões, a ansiedade, uma pressa e uma espécie de necessidade de fuga de enfrentar, crescer e amadurecer para não chegar a um lugar tão desconhecido para a maioria das mulheres da minha linhagem, por isso, o medo e a fuga de todas as formas possíveis e imaginárias, trazendo até a desculpa de precisar de ir para o Brasil porque está lá a alma gémea - tudo ilusões da mente, provavelmente que trago de trás e me afastam do foco de me tornar autossuficiente. Entretanto, dei-me conta que, mesmo que exista essa idealização ou amor platónico, é uma espécie de empurrão mental (usando da imaginação em meu próprio benefício não para mais idealizações mas para me lançar para a frente e sentir a vida em mim!) para retornar ao meu lugar de confiança e sentimento de merecimento de ser feliz para criar uma vida de prazer, alegria, amor e paz e capacidade de ser autónoma, de criar o meu projecto e, duma vez por todas, agarrar-me com toda a minha força a essa meta! E mais, a questão de viajar ou ir viver para outro país - que é algo que me traz satisfação e alegria quando me imagino no aeroporto a ir experienciar algo novo - (sem que seja por algum homem ou guiada pela mente ou ilusões), tornou-se uma motivação para me focar na meta de me tornar autossuficiente e autónoma a nível emocional, mental, financeiro, para naõ me afastar da meta e assim, não continuar refém nem do que surge da mente nem do que surge emocionalmente. Não é um homem ou uma relação romântica que me motiva ou me faz mover, é mesmo o que vejo no outro e a vontade do outro, que vejo em mim e me traz a pujança para arregaçar as mangas e observar os medos que surgem mas não me deixar engolir ou controlar por eles!
UAU
Os passeios de bicicleta também estão a ajudar. E a dar vontade de vender o carro (que provavelmente só precisaria para ir a Lisboa nas sessões de constelações e que posso contornar, usando o uber uma vez por mês) e aos poucos, vou vendo a realidade de outras perspectivas, encontrando outras soluções para me desemaranhar de um lugar que asfixia. Tudo está a surgir. Acreditar que é possível, acreditar em mim e no que eu desejo para mim.
Tentei abrir o instagram... e nada.
Ok tudo bem. Não desisto. O que tiver de vir, que venha. O meu compromisso e o foco está definido. Posso afastar-me dele temporariamente mas retorno sempre, por mais que doa e chore e sinta mais mortes no corpo e dentro de mim... Continuo firme. Por algo maior!
E agora percebo que, alguma atracção que sinta em relação a um homem, não tem a ver com paixão ou enamoramento por ele mas sim pela energia vinda dele e algo profundo que vem dele que o motiva, que poderá estar a mostrar-se para me motivar - ou seja, o masculino por quem sinto atracção traz algo nele (que está em mim e que sou eu, por isso tanta identificação - neste caso, trabalho ligado ao desenvolvimento pessoal conectado a algo que ama, viajar e expandir a consciência dele, e do outro) que o impulsiona , caso consiga aperceber-me quea a paixão aparente e física, traz outras mensagens subtis importantes e motivadoras para mim! Ou seja, eu manifestei um masculino, para me impulsionar para seguir a minha rota. Apaixonar-me por algo criado da minha mente ou deixar-me ser engolida emocionalmente pela ilusão exterior, vai afastar-me e cegar-me do que ele realmente me está a mostrar e que traz a pérola importante para o meu caminho.
UFFF isto é profundo! Aprender a observar, quando surge um masculino pelo qual sinto atracção, sem me deixar engolir pelo impacto emocional que surge, aprendendo agora com isto, para relembrar que isso é a distracção e ilusão habituais da matrix. O cair na paixão ou enamoramento pelo outro é a armadilha que me leva a ser engolida pela aparência, repetindo padrões passados, e que me distrai do meu caminho e de mim mesma, do meu centro, e, caso consiga sentir isso a acontecer e detectar que é sinal de alerta para alterar o meu comportamento infantil e adolescente, e é um treino para amadurecer, ao ver o melhor dele (não a parte ilusória que surge sempre no início - a tal paixão à primeira vista) vou conseguir olhá-lo com amor e permitir-me amá-lo e focar no melhor que ele me está a transmitir para além daquelas capas, inclusivé, conseguir aceitá-lo imperfeito sem o venerar, amando-o incondicionalmente e, agradecer o que me mostra de mim mesma. A aprendizagem de amar um homem sem o julgar, aceitando-o tal como ele é, tendo um novo olhar sobre a beleza dele e a profundidade que vem dele. Achei que isto só acontecesse em casais romanticos, o tal amor à segunda vista, algo que já tinha ouvido falar nas constelações mas de tal forma que me conectei com ele intensamente, que surgiu um treino com alguém, com quem não me relaciono romanticamente mas que se calhar, já o conhecia de antes. Ver para além dos comportamentos dele. Algo que consegui fazer em relação a uma mulher da comunidade, depois de muita reflexão. E independentemente dele ser apenas uma personagem do meu teatro, está a trazer-me algo tão profundo como eu nunca experienciei nem numa relação romântica. Talvez tudo esteja a acontecer, por algo muito maior. E a última partilha que fiz no grupo, ajudou nisso. Talvez tenha sido uma mensagem importante a deixar lá e que tenha chegado a ele. Fui guiada a isso por algo maior? Provavelmente.
Não sei explicar isto. Saindo da ilusão, conseguimos chegar ao "eu vejo-te" sem palavras. Até estou a tremer com este insight. Talvez este mergulho todo desde que entrei na comunidade, seja por algo bem maior do que eu imagino ou sequer consigo explicar. Talvez o que ambos passámos, cada um no seu trajecto, tenha servido para isto acontecer. Talvez já tenhamos tido relações românticas durante muitas vidas, juntamente com o treino nesta vida... Isto é tudo um mistério para mim que escolho não tentar explicar, apenas sentir e experienciar. Não é em vão desejos profundos que surgem... desde que aprenda a observá-los como desejos, podendo ser uma mistura de desejos entre o ego e a alma, chego a um lugar mágico de muita transmutação, com tanto estudo e purga por que tenho passado, porque nada foi nem nunca será em vão.
Ora, deixemos então as acelerações de marcar viagens (que é algo que me traz muita alegria mas que deve vir de um lugar e intenção não de fuga mas sim de alegria e consciência, guiada por algo maior e não por idealizações ou encontros com alguém, desde o momento em que sinto de marcar, em paz e alinhamento de que é a coisa certa de se fazer - tudo a ponta para ter uma passagem de ano, quem sabe, Natal, diferentes este ano, em ambiente quentinho, algo que já sonhava há algum tempo e tanto verbalizava de, ir ao Brasil no inverno de Portugal e experienciar algo diferente e divertido, brindando a entrada do novo ano com água de coco - que esta seja uma motivação linda e incentivo para me organizar e dedicar-me ao meu projecto pessoal como terapeuta e health coach, juntamente com a libertação de um carro que já me trouxe tantas experiências e alegrias e que hoje, sinto de o libertar, tal como me liberto de quem fui naquele carro, naquelas experiências, libertando-me de um eu antigo, em paz, sejam histórias ou bens materiais, lugares, pessoas ou situações, trazendo movimento a energias paradas, como faço com livros ao doá-los).
É engraçado a resistência que senti quando comecei a ler Bert Hellinger, num momento em que andava meia a deambular sem saber focar-me, disperçando energia por vários lados (algo que me lembro de verbalizar ao anterior companheiro com quem me relacionei, palavras que eram para mim - e algo que me está a ser trazido para trazer paz interior ao meu ser é escrever-lhe uma carta, em papel e caneta e enviá-la, com amor e libertação, honestidade e verdade - sentirei quando for momento, sem ser necessário contactá-lo doutra forma, a morada para onde enviar chegará a mim através de um sinal, sem esforço). Hoje, sinto vontade de acessar (talvez por ter outra maturidade e ter deixado amadurecer sementes que foram plantadas no passado) já com outra postura, mais leve, como mulher a adulta, ao legado que ele nos deixou, sem virem julgamentos ou condicionamentos que, na altura, existiam vindos do ego a afastar-me do meu caminho, rumo ao esvaziamento do ego. Foi preciso o caminho que experienciei até agora e, com leveza e outro olhar, embarcar num caminho sem retorno (que já o era em 2018 quando experienciei pela primeira vez o que era sentir um campo e quão fácil foi senti-li e entrar nele).
Por uma força maior, hoje veio a vontade de ler o livro do Bert "amor à segunda vista", mesmo com todas as resistências e vozes, senti de o encomendar, original e, amanhã libertar livros que ainda estão no carro, não os tendo ainda libertado devido aquela sensação ilusória de que ainda precisarei de algum, quando já vivo noutra realidade, mais vale é acolher os pensamentos quando surgem, sempre que olho para os livros, deixar amor neles, agradecer-lhes a companhia que me fizeram e o que me ensinaram e, com um coração na 1ª página, deixá-los-ei num lugar onde sei que virá a pessoa certa para o levar, tal como aconteceu aos últimos que deixei ali na biblioteca de rua, no dia asseguir já nenhum lá estava.
Libertar-me, com profundo respeito, amor e agradecimento por tudo o que me trouxeram e por terem feito parte da minha vida, de tudo o que seja energia, sejam seres humanos, livros, carros, casas, lugares... porque tudo faz parte de quem sou hoje. Amar tudo e todos, em gratidão, reconhecendo que tudo e todos tiveram uma importância preciosa no retorno a mim mesma e ao amor que eu sou. Tudo me trouxe para quem sou hoje e todos foram personagens maravilhosos no meu teatro que eu própria manifestei, para chegar a um lugar de ser a consciência amorosa que sou hoje, permitindo-me experienciar, dar e receber amor das mais variadas formas, sem me impedir a esta experiência tão bonita que escolhi experienciar, nesta Planeta mágico.
Sem ansiedade pelo que o futuro me mostrará, sem me deixar dominar por pressa de viver já o futuro lindo que irá manifestar-se, escolho usufruir do presente, permitindo-me ser a melhor versão de mim mesma, sendo puro amor, no contacto com tudo à minha volta e tudo/todos com que(m) me cruzar, sendo a mais pura manifestação de alegria e amor na matéria. É só isso. Então para quê apressar um caminho, a vida, a experiência? Escolho saborear cada dia, em paz e em alegria, em profunda gratidão de tudo o que sou hoje, tudo o que criei e vou criando e experienciando, sem qualquer tipo de reclamação porque escolho viver em unidade com todo o momento que experiencio, como uma criança deslumbrada com tudo novo à sua volta, sabendo no seu profundo que, mesmo aparentemente parecer um cenário igual, tudo está sempre a mudar e todos os dias é sempre uma aventura ao desconhecido do que irá ser trazido para experienciar em amor, como amor que Eu Sou.
Hoje, experienciei que, depois de um grande mergulho e aflição (caos), veio a calma, os insights, a luz a chegar a trazer novos downloads sem possibilidade de explicação... para quem é corajoso ao desbravar caminho interior, chega sempre a paz e a clareza de peças a encaixarem no invisível, no silêncio, onde tudo acontece e nada precisa de explicação ou palavras. Que paz sinto agora. E que gratidão sinto pela coragem que trago em mim, herdada genética e astralmente dos meus ancestrais terrenos e espirituais e das minhas outras consciências, que me vão guiando, através de outros personagens que surgem no exterior, através de insights, vozes sábias que sussurram baixinho e nas quais vou confiando cada vez mais, caminhando passo a passo, com discernimento, alinhamento e intuição, rumo a lugares onde preciso de estar, de ir e situações importantes de experienciar, com seres com quem já combinei estar, em cooperação e entreajuda neste caminho do despertar.
Tudo é tão mágico.
Para quê apressar?
Escolho saborear a benção que é estar viva neste corpo, nesta vida, neste Planeta.
sexta-feira, 20 de setembro de 2024
Um novo olhar, uma nova perspectiva
Observar-me.
O Amor move-me, guia-me, orienta-me. E se olhar para o trabalho e dinheiro como podendo ser manifestações, expressões, criações a partir do Amor que Eu Sou?
O Amor que Eu Sou, traz-me orientações com clareza, que aos poucos se vai materializando em quem realmente sou, sem me confundir ou identificar com nada nem ninguém.
Há momentos em que, as visões são tão claras que, quando volto ao presente, preciso de praticar a paciência, a compaixão, a tolerância, a presença sem distorções e o discernimento do que é real e do que não é, nas visões que surgem quando fecho os olhos. Podem vir de desejos do ego, ou da alma. Podem ser reais, de uma dimensão que está a acontecer. Manter-me neutra perante essas visões, sem qualquer tipo de apego ou querer acelerar ou querer provas bem visíveis no presente de que as visões estão realmente a acontecer. A paciência e a aceitação de que essas confirmações surgiram em tempo divino, no momento em que me liberto das visões e dos seres que as compuseram, escolhendo enraizar-me e agradecer por estar neste momento neste corpo, aqui e agora, sem ser refém nem de visões, nem de desejos nem de criações da mente, que é bem poderosa, quando vem de alguém com bastante imaginação. Construir imagens e senti-las e mesmo possível a partir da nossa mente e é importante dar-lhe descanso, espaço para as criar tal como um criativo precisa do seu tempo aqui na 3D para criar e manifestar a sua ideia e ela, vir-se a manifestar. Por vezes, vemos quadros, pinturas de artistas que, através da sua mente viajaram com as suas consciências do futuro e captaram imagens de lá, de vários lugares, várias situações. Visionários. Somos todos. Basta aprendermos a orientar a mente para o benefício e abertura de consciência de todos. É o que muitos de nós fazemos, através da escrita, livros, bandas desenhadas, esculturas, filmes de fantasia, vídeos, conteúdos de vários tipos,... à medida que vão aprendendo a trabalhar com a sua mente maravilhosa, orientando-a num foco, criando as imagens e sentindo as emoções no momento Para isso, é importante reorganizar a mente, limpá-la e harmonizá-la, com novos conteúdos de acordo com os desejos da alma, um bocadinho à imagem do Matrix mas sem necessidade de fios e conexões na cabeça, porque afinal de contas, estamos numa Era em que já poucos fios existem na tecnologia. Imaginação é o que nunca me faltou, desenvolvi bastante bem essa parte do cérebro nos meus momentos a brincar sozinha e a criar os cenários entre barbies e ken's, entre Tartarugas ninja e Thundercats. E portanto, agora, é saber usar essa imaginação bem fértil com foco e alinhada à alma, seja a mergulhos e nadar com golfinhos e outros seres aquáticos, sentindo emoções de alegria, chorando de emoção por sentir o amor deles tão pertinho de mim, tornando real o cenário, seja a reencontrar-me com um amor em momento inesperado e em lugar familiar, sentindo algo inexplicável e que apenas se sente, não se coloca em palavras, seja a viver numa casa de madeira com muitas árvores à volta, a ouvir o canto dos passarinhos, ao som da água a fluir numa ribeira ali bem pertinho, a balançar num baloiço... Tudo é possível! Quanto mais alinhada estou com quem realmente Sou, mais as ideias vão sendo montadas e sentidas em solo firme, manifestando-se como que por magia, na matéria. Então, quanto mais me reconhecer como amor, merecedora de amar e ser amada genuinamente, mais isso se manifestará de diferentes formas, em diferentes locais, onde quer que vá, vindo de diferentes origens, sejam seres humanos, homens, mulheres, gatos, cães, passarinhos, cobras ou leões... porque amor atrai amor. E quando o amor vem com vontade e se manifesta a vir ao nosso reencontro, é aprender a aceitá-lo sem recusar ou rejeitar, através do ego que pode trazer memórias de criança, em relação às origens do amor (que eu achava que era amor) que me chegava. Então hoje em dia, questiono-me muitas vezes, se é amor que vem para receber ou se, quando vem com pormenores com os quais não me identifico, é desafio para continuar a olhar para dentro e ir apurando o interior para que as manifestações de amor que me chegam sejam cada vez mais genuínas e não baseadas em memórias passadas, independentemente de onde venham ou de quem quer que seja. Cabe-me a mim escolher de que forma vejo o que me chega, sem reparar em pormenores na matéria ou que venham como consequência da personalidade daquele ser que talvez ainda precise de se sentir confiante e bonito com algo que aos olhos do próprio fica mais bonito mas que camufla a sua verdadeira beleza e essência, aceitando sem rejeitar o que me está a ser mostrado por outra consciência minha que me ama e eu a amo a ela. Será mais um desafio para me respeitar perante uma mulher, decidindo pelo que me faz bem neste momento (estar sozinha ou acompanhada, sem carência de amor, reconhecendo e praticando o amor em mim e comigo mesma) ou uma oportunidade de me reunir com uma irmã, reavivando o feminino em mim, inclusivé com apelidos iguais, relembrando-me da força feminina em mim neste reencontro? Sentirei no momento. Como seres humanos todos temos o nosso processo e é importante, reunirmo-nos, como que no reencontro de almas que já se conhecem desde há muito tempo, vendo-nos do mesmo tamanho e com a consciência de que o outro sou eu e eu sou o outro, tendo-o manifestado algures no tempo, seguindo um chamado de alma e não do querer do outro. O que é que é nossa criação, de outras consciências nossas e o que é que é criação do outro? Quando um quer algo, cria a realidade ao verbalizar o querer, e onde fica o livre arbítrio, o querer e a escolha do outro que envolve esse algo? O que verbaliza o amor em forma de palavras quando há uma vontade, um desejo? "Gostaria de estar na tua presença", isto na perspectiva de quem sou hoje. A mente em mim recorre muitas vezes a pormenores que vê com olhos físicos para tomar as decisões, talvez movida ainda a medo de estar na presença de uma outra parte minha ou do que o outro me possa mostrar ou para se recordar que enquanto seres humanos, não há perfeição e pode haver embelezamento exterior para camuflar algo do interior. Com isso, devo recusar estar na companhia do outro? Não. É uma forma de treinar a minha aceitação em presença. Indo mais a fundo, confio o suficiente naquele ser humano a ponto de acreditar que não irá usar da espiritualidade para entrar no meu campo? Cabe-me a mim essa escolha, se é momento ou não de estar com alguém, neste momento de confiar no que realmente sou, alicerçando a força em mim. Perguntando ao coração e escutando-o, virá a resposta clara. E em amor por mim mesma e pelo momento que vivencio. Normalmente, quando vêem muitas dúvidas ou ansiedade, o Ser não concorda com algo, como aprendi de ontem para hoje, ao marcar algo com mãe sem ter vontade, ou o Ser preferir estar em paz, neste momento, praticando essa paz, sem interferências de ninguém, muito menos de quem viva em dimensões mais aceleradas, e neste momento não me ajudar essa agitação. Por muito que seja importante praticar na matéria, não preciso de me forçar a testar-me ou testar a minha paz com quem não a tem dentro, ainda que o lugar seja pacífico, só depende de nós e da nossa capacidade para firmar essa paz interior. Vem muito daí a decisão do Ser em mim, se é momento para se experienciar no exterior e observar o barómetro do estado interior (que é possível observar apenas saindo de casa e observando o exterior) ou se é momento de praticar a observação interior e o estado de presença nesse vazio para ser possível, encontrar esse lugar sempre que vou à experiência.
Talvez seja importante, neste momento, observar sem encontros.
No momento saberei, ao escutar-me. Antes de aprender a estar com o outro, é fundamental aprender a estar comigo sem recorrer a distracções e sem fugir de mim mesma ou de estar nesse vazio sem emoções. Hoje, é para mim importante, afastar-me de ruídos, confusões e agitações de energias, onde há muitos seres humanos e muitas emoções vindas deles. Por isso, hoje busco horários diferentes, lugares onde a energia está mais limpa, permitindo-me acalmar e praticar essa paz em mim sem interferências, já bastam as que vêem, por vezes, de dentro. E isto, é amor próprio, por já me conhecer a ponto de tomar decisões que, pode parecer isolamento ou anti social e é auto preservação de energia e de estado de paz interior. Há momentos que é possível e me sinto capaz de ir para fora, outros momentos que não dá, nem online, onde também existem energias que, em caso de fragilidade emocional, acabam por interferir bastando ler ou ter a minha presença num grupo. Vou aprendendo a escolher o melhor para mim e não o que pareça bem ou o que os outros dizem para fazer, desconhecendo o meu sentir e de como é estar e viver com alta sensibilidade. Por isso vou preferindo, estar e não estar, deixar reflexões e falar menos, porque basta existir interacção verbal para que haja conexão maior emocional, pelo menos no meu caso em que é bem rápido de sentir o que o outro sente, não preciso nem imaginar. Basta sentir a forma como se expressa e isso acaba por afectar a quem se dirige e quem está presente e mais frágil emocionalmente. Quando existe essa fragilidade que pede recolhimento por amor próprio, ninguém nem nenhum dever ou obrigação, nem nenhuma voz da mente que traga um "tem que ser, é tua obrigação, não podes dizer que não só pelo estado em que estás" deve interferir nessa decisão, por amor próprio e colocar o bem estar como prioridade porque também irá influenciar o todo, quer seja online ou em presença física num espaço. Essa também tenho aprendido com quem vou conhecendo que se propõe a liderar grupos e se esquece ou desconhece essa higiéne interior tão preciosa quando escolhemos estar com outros. No meu caso, por muito que o tema daquele dia (que pode, por vezes, ser chamariz de marketing para entrar na aula e se depende de testemunhos dos outros para desenvolver a aula) ou a área de autoconhecimento me cative ou mesmo os assuntos que são abordados, nada pode ser mais importante que influencie a minha escolha em função de como me sinto no momento, nem mesmo o querer dos outros deve sobrepôr-se ao meu querer profundo (sem que isso me influencie emocionalmente, confundindo-me e apegando-me a algo que o outro me disse que parece demonstrar amor por mim ou por, simplesmente, acrescentar presença num grupo liderado por alguém próximo que o próprio tem muito em conta). Ora, a escolha deve ser baseada no meu sentir, sem influência emocional do querer do outro. Um "eu quero-te ver lá" nunca me deve condicionar na minha tomada de decisão porque ninguém define ou toma decisões por mim, isso era no passado e talvez hoje ainda se esteja a replicar subtilmente no presente, para que eu faça as escolhas por mim mesma. Sim, posso escolher ir, mas não é porque o outro quis que eu fosse ou porque manifestou, é porque decidi eu mesma experienciar-me de novo, num lugar onde já assisti a muita coisa, já perdi a vontade de lá estar, já dei oportunidade para assistir de novo e, mediante como vou sentindo, vou escolhendo ir ou não, atentando se a decisão foi influenciada ou não. Ir escrevendo sobre isto vai-me ajudando a manter-me atenta nas próximas vezes, sem que as emoções me demovam ou me controlem, a ponto do meu discurso ser condicionado ainda ao "agradar o outro" ou "dar razão ao outro" saindo da minha verdade por ver no outro uma figura parecida com mãe ou pai, em termos de comportamento ou até de energia - autoridade, imposição, querer guiar-me pelo caminho que ele/a quer que eu vá, usando técnicas para me abrir emocionalmente e acessar ao meu interior. Entendo que seja para quebrar barreiras mentais e, abrir espaço a falar desde o coração. Talvez ainda exista essa desconfiança de que pode vir tentativa de manipulação quando pode ser uma oportunidade de me conectar coração com coração com o outro, em amor sem qualquer "perigo" de voltar a acontecer o mesmo que no passado. Controlar não faz sentido hoje porque o treino é render-me e confiar que há quem me queira apoiar e acolher, ainda que à distância, e a mente foi treinada a estar em alerta quando estou na presença de outro ser humano, como mecanismo de defesa, levantando a guarda falando falando falando, para de se defender e criar distanciamento emocional. Talvez seja aí que esteja a rendição, perante uma mulher que não me quer mal, e só a visão de criança desconfiada e ferida me leva a não me render ao choro, à emoção e manter-me nesse lugar frágil e vulnerável, lugar esse que já me trouxe muito sofrimento, então, ir aos poucos indo dizendo à mente que está tudo bem e está seguro, vai ajudar no processo de construção de confiança em relação ao outro, seja quem fôr, homem ou mulher, que precisa de ser gradual e com muita paciência, porque o automático será o processo de fuga de emoção, onde estão as pérolas conectadas à essência. Não vale a pena permitir que o ego se apegue a expressões verbalizadas pelo outro que trazem desconforto, para enganchar nisso e servir de justificação para afastamento ou alguma visão distorcida em relação ao outro. Mais do que em qualquer outro lugar, a terapia é lugar para trazer as emoções à superfície e entrar em contacto com lugares escondidos e dolorosos que evito acessar, por isso, o processo de confiança com a terapeuta demorar o seu tempo para que isso aconteça. E se recorre a músicas ou outras ferramentas, para desactivar a mente racional, é para o meu bem, não é para mais nada e assim, aos poucos, o muro de defesa vai desfazendo e o medo diluindo. Confiar é algo que requer o seu tempo, seja em quem fôr, mais ainda com alguém com quem vamos partilhar emoções e sentimentos. A única parte em mim que me leva a distorcer as intenções dos outros, criando mais muro em relação a quem me quer bem, é o medo ainda agarrado à criança ferida dentro de mim que só será desfeito, com paciência e muito amor, à medida que vou sentindo ser seguro estar com aquela pessoa, ou naquele espaço. Acredito, pois que, terapeutas em grupos, ajudam a sustentar um espaço onde se fala de coisas bem profundas e se toca em feridas que ainda doem. Talvez esta minha necessidade de presença física com algumas pessoas da comunidade me esteja a motivar a estar mais perto de quem me apoia, como fontes de afecto e carinho mais reais e que sejam sentidos, no corpo, algo que me é muito importante e que, mesmo sentindo através do online, fica sempre aqui algo que é tão precioso, no meu caso, o contacto físico e os abraços como forma de expressar amor e gratidão. Talvez seja isso que o meu Ser me está a comunicar, quando me mostra vontade de ir para o outro lado do Oceano em busca de abraços e conexões verdadeiras, onde não há fingimentos ou medo de mostrar quem realmente somos em confiança em nós mesmos e no outro, que sou eu. Confiar em mim mesma, nas boas intenções, noutro formato e noutro corpo que se apresenta à minha frente, sem que o medo surja no meio de nós, entre mim e eu mesma, noutra consciência, noutra cara, noutra forma de se expressar, com outras palavras que não têm más intenções e vêem do coração.
Quando me amo profundamente em todos os aspectos de mim mesma, vou conseguir amar o outro, independentemente do que disser, da forma como disser, de como se apresentar, seja homem ou mulher, seja mais velho ou mais novo, tenha pêlo ou não, escamas, ou ramos, bico ou antenas. Tudo sou eu. Por isso o trabalho é sempre para dentro, para que tudo o que surgir de dentro, do inconsciente, outros eu's, eu escolha amar tudo o que fui, como agi, como me comportei, como amei, porque tudo aparecerá à minha frente para que eu pratique o amor por mim mesma.
Mesmo respeitando-me e escolhendo estar comigo mesma e indo a lugares que me fazem bem, porque cancelo para estar na presença de outras partes minhas? É rejeição de mim mesma e rejeição do feminino em mim, movida a medos de como será, trazendo inseguranças à superfície e como forma de fuga usar a justificação de não fazer já sentido por, do outro lado, não sentir presença? Ou respeito por mim mesma? Estará a ser-me mostrado que ainda não priorizo a minha própria companhia e, por isso, ser desafiada a priorizar porque só assim a pratico? O que o outro me mostra quando coloca o trabalho em primeiro lugar, restando 2 dias livres para usufruir da minha companhia? Algo familiar, de quando era criança, que sim, estavam comigo mas colocavam quase tudo à frente. Aprender a aceitar o tempo que o outro disponibiliza para nós, aceitando ou não mediante as minhas prioridades, do que me faz bem perante o bem que me faz estar com aquela pessoa. Estarei a desrespeitar o outro e as escolhas do outro ao escolher as suas prioridades ou, simplesmente, estou a aprender que é importante dedicar foco e energia a todas as áreas da minha vida, focando em especial no trabalho, como vejo que me é mostrado da outra pessoa? O que aprendi a associar a trabalho, desde criança e a partir do que vi? O que é que associei a trabalho que me está a criar distanciamento dele como sendo algo negativo ou mau? Na visão de criança, o que surge é "o trabalho faz as pessoas serem más e maltratarem-me a mim e aos outros, para além de afastarem o pai de mim e de casa, em viagens". Para além de tudo o que já explorei, será importante ressignificar esta crença que trago já há muito tempo, ligada a trabalho e dinheiro. Não se trata do trabalho nem do dinheiro, trata-se de escolhas feitas pelo meu pai, baseadas nas suas próprias crenças e ambições ou ideias de papel como pai de fazer de tudo para levar dinheiro para casa para que nada faltasse à família, mesmo que o levasse a ausentar, que o fez priorizar o trabalho perante estar presente em família juntando ao facto de ser valorizado no trabalho e reconhecido, como nunca foi pela família dele, e talvez não tenha sido pela minha mãe porque ela própria se desconectou emocionalmente dele por questões mal resolvidas ou não faladas, dentro de cada um, nada que tivesse a ver com filhos (porque a vinda deles pode camuflar o que se passa emocionalmente por um tempo mas também aviva), ainda que me tenha colocado em amas. Tudo foi como foi, não vale a pena agora naufragar no passado, o importante é ressignificar o trabalho e o dinheiro, com novas crenças e criar um novo olhar como mulher e adulta que sou hoje, sobre algo que é energia e pode ser benéfico, usado e criado para fazer o bem, que una, conecte e seja ferramenta de amor, bem estar, alegria e divertimento.
Que assim seja!
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