O quê, em mim, ainda quer fugir do momento presente, pegando em desejos e idealizações de busca pela felicidade com um homem e levando-se a viajar em marcações de viagens rumo a esse homem, achando que está em busca da alma gémea e que tem de fazer de tudo para ir, esquecendo-se do seu caminho, achando que essa busca faz parte do seu a«caminho? Vejo atitudes da minha mãe nisto, e provavelmente de vidas passadas minhas em que viajei e viajei e viajei e por isso vir com tanta força esse comportamento como parecendo meu e real e é apenas uma atitude que vem de memórias repetidas durante muitas vidas... então vem com uma força gigante, pedindo-me muito enraizamento e muito foco para não me deixar levar, como já deixei ontem e hoje. Vejo comportamento de alguém a querer fugir do momento presente, da realidade que escolheu viver e, buscando de tudo para fugir dela, querendo fugir de encarar a realidade de hoje, evitando a todo o custo CRESCER e tornar-se mulher adulta e confiante. O interessante é que, agora que me apercebi disso, sentia e sinto no corpo as tensões, a ansiedade, uma pressa e uma espécie de necessidade de fuga de enfrentar, crescer e amadurecer para não chegar a um lugar tão desconhecido para a maioria das mulheres da minha linhagem, por isso, o medo e a fuga de todas as formas possíveis e imaginárias, trazendo até a desculpa de precisar de ir para o Brasil porque está lá a alma gémea - tudo ilusões da mente, provavelmente que trago de trás e me afastam do foco de me tornar autossuficiente. Entretanto, dei-me conta que, mesmo que exista essa idealização ou amor platónico, é uma espécie de empurrão mental (usando da imaginação em meu próprio benefício não para mais idealizações mas para me lançar para a frente e sentir a vida em mim!) para retornar ao meu lugar de confiança e sentimento de merecimento de ser feliz para criar uma vida de prazer, alegria, amor e paz e capacidade de ser autónoma, de criar o meu projecto e, duma vez por todas, agarrar-me com toda a minha força a essa meta! E mais, a questão de viajar ou ir viver para outro país - que é algo que me traz satisfação e alegria quando me imagino no aeroporto a ir experienciar algo novo - (sem que seja por algum homem ou guiada pela mente ou ilusões), tornou-se uma motivação para me focar na meta de me tornar autossuficiente e autónoma a nível emocional, mental, financeiro, para naõ me afastar da meta e assim, não continuar refém nem do que surge da mente nem do que surge emocionalmente. Não é um homem ou uma relação romântica que me motiva ou me faz mover, é mesmo o que vejo no outro e a vontade do outro, que vejo em mim e me traz a pujança para arregaçar as mangas e observar os medos que surgem mas não me deixar engolir ou controlar por eles!
UAU
Os passeios de bicicleta também estão a ajudar. E a dar vontade de vender o carro (que provavelmente só precisaria para ir a Lisboa nas sessões de constelações e que posso contornar, usando o uber uma vez por mês) e aos poucos, vou vendo a realidade de outras perspectivas, encontrando outras soluções para me desemaranhar de um lugar que asfixia. Tudo está a surgir. Acreditar que é possível, acreditar em mim e no que eu desejo para mim.
Tentei abrir o instagram... e nada.
Ok tudo bem. Não desisto. O que tiver de vir, que venha. O meu compromisso e o foco está definido. Posso afastar-me dele temporariamente mas retorno sempre, por mais que doa e chore e sinta mais mortes no corpo e dentro de mim... Continuo firme. Por algo maior!
E agora percebo que, alguma atracção que sinta em relação a um homem, não tem a ver com paixão ou enamoramento por ele mas sim pela energia vinda dele e algo profundo que vem dele que o motiva, que poderá estar a mostrar-se para me motivar - ou seja, o masculino por quem sinto atracção traz algo nele (que está em mim e que sou eu, por isso tanta identificação - neste caso, trabalho ligado ao desenvolvimento pessoal conectado a algo que ama, viajar e expandir a consciência dele, e do outro) que o impulsiona , caso consiga aperceber-me quea a paixão aparente e física, traz outras mensagens subtis importantes e motivadoras para mim! Ou seja, eu manifestei um masculino, para me impulsionar para seguir a minha rota. Apaixonar-me por algo criado da minha mente ou deixar-me ser engolida emocionalmente pela ilusão exterior, vai afastar-me e cegar-me do que ele realmente me está a mostrar e que traz a pérola importante para o meu caminho.
UFFF isto é profundo! Aprender a observar, quando surge um masculino pelo qual sinto atracção, sem me deixar engolir pelo impacto emocional que surge, aprendendo agora com isto, para relembrar que isso é a distracção e ilusão habituais da matrix. O cair na paixão ou enamoramento pelo outro é a armadilha que me leva a ser engolida pela aparência, repetindo padrões passados, e que me distrai do meu caminho e de mim mesma, do meu centro, e, caso consiga sentir isso a acontecer e detectar que é sinal de alerta para alterar o meu comportamento infantil e adolescente, e é um treino para amadurecer, ao ver o melhor dele (não a parte ilusória que surge sempre no início - a tal paixão à primeira vista) vou conseguir olhá-lo com amor e permitir-me amá-lo e focar no melhor que ele me está a transmitir para além daquelas capas, inclusivé, conseguir aceitá-lo imperfeito sem o venerar, amando-o incondicionalmente e, agradecer o que me mostra de mim mesma. A aprendizagem de amar um homem sem o julgar, aceitando-o tal como ele é, tendo um novo olhar sobre a beleza dele e a profundidade que vem dele. Achei que isto só acontecesse em casais romanticos, o tal amor à segunda vista, algo que já tinha ouvido falar nas constelações mas de tal forma que me conectei com ele intensamente, que surgiu um treino com alguém, com quem não me relaciono romanticamente mas que se calhar, já o conhecia de antes. Ver para além dos comportamentos dele. Algo que consegui fazer em relação a uma mulher da comunidade, depois de muita reflexão. E independentemente dele ser apenas uma personagem do meu teatro, está a trazer-me algo tão profundo como eu nunca experienciei nem numa relação romântica. Talvez tudo esteja a acontecer, por algo muito maior. E a última partilha que fiz no grupo, ajudou nisso. Talvez tenha sido uma mensagem importante a deixar lá e que tenha chegado a ele. Fui guiada a isso por algo maior? Provavelmente.
Não sei explicar isto. Saindo da ilusão, conseguimos chegar ao "eu vejo-te" sem palavras. Até estou a tremer com este insight. Talvez este mergulho todo desde que entrei na comunidade, seja por algo bem maior do que eu imagino ou sequer consigo explicar. Talvez o que ambos passámos, cada um no seu trajecto, tenha servido para isto acontecer. Talvez já tenhamos tido relações românticas durante muitas vidas, juntamente com o treino nesta vida... Isto é tudo um mistério para mim que escolho não tentar explicar, apenas sentir e experienciar. Não é em vão desejos profundos que surgem... desde que aprenda a observá-los como desejos, podendo ser uma mistura de desejos entre o ego e a alma, chego a um lugar mágico de muita transmutação, com tanto estudo e purga por que tenho passado, porque nada foi nem nunca será em vão.
Ora, deixemos então as acelerações de marcar viagens (que é algo que me traz muita alegria mas que deve vir de um lugar e intenção não de fuga mas sim de alegria e consciência, guiada por algo maior e não por idealizações ou encontros com alguém, desde o momento em que sinto de marcar, em paz e alinhamento de que é a coisa certa de se fazer - tudo a ponta para ter uma passagem de ano, quem sabe, Natal, diferentes este ano, em ambiente quentinho, algo que já sonhava há algum tempo e tanto verbalizava de, ir ao Brasil no inverno de Portugal e experienciar algo diferente e divertido, brindando a entrada do novo ano com água de coco - que esta seja uma motivação linda e incentivo para me organizar e dedicar-me ao meu projecto pessoal como terapeuta e health coach, juntamente com a libertação de um carro que já me trouxe tantas experiências e alegrias e que hoje, sinto de o libertar, tal como me liberto de quem fui naquele carro, naquelas experiências, libertando-me de um eu antigo, em paz, sejam histórias ou bens materiais, lugares, pessoas ou situações, trazendo movimento a energias paradas, como faço com livros ao doá-los).
É engraçado a resistência que senti quando comecei a ler Bert Hellinger, num momento em que andava meia a deambular sem saber focar-me, disperçando energia por vários lados (algo que me lembro de verbalizar ao anterior companheiro com quem me relacionei, palavras que eram para mim - e algo que me está a ser trazido para trazer paz interior ao meu ser é escrever-lhe uma carta, em papel e caneta e enviá-la, com amor e libertação, honestidade e verdade - sentirei quando for momento, sem ser necessário contactá-lo doutra forma, a morada para onde enviar chegará a mim através de um sinal, sem esforço). Hoje, sinto vontade de acessar (talvez por ter outra maturidade e ter deixado amadurecer sementes que foram plantadas no passado) já com outra postura, mais leve, como mulher a adulta, ao legado que ele nos deixou, sem virem julgamentos ou condicionamentos que, na altura, existiam vindos do ego a afastar-me do meu caminho, rumo ao esvaziamento do ego. Foi preciso o caminho que experienciei até agora e, com leveza e outro olhar, embarcar num caminho sem retorno (que já o era em 2018 quando experienciei pela primeira vez o que era sentir um campo e quão fácil foi senti-li e entrar nele).
Por uma força maior, hoje veio a vontade de ler o livro do Bert "amor à segunda vista", mesmo com todas as resistências e vozes, senti de o encomendar, original e, amanhã libertar livros que ainda estão no carro, não os tendo ainda libertado devido aquela sensação ilusória de que ainda precisarei de algum, quando já vivo noutra realidade, mais vale é acolher os pensamentos quando surgem, sempre que olho para os livros, deixar amor neles, agradecer-lhes a companhia que me fizeram e o que me ensinaram e, com um coração na 1ª página, deixá-los-ei num lugar onde sei que virá a pessoa certa para o levar, tal como aconteceu aos últimos que deixei ali na biblioteca de rua, no dia asseguir já nenhum lá estava.
Libertar-me, com profundo respeito, amor e agradecimento por tudo o que me trouxeram e por terem feito parte da minha vida, de tudo o que seja energia, sejam seres humanos, livros, carros, casas, lugares... porque tudo faz parte de quem sou hoje. Amar tudo e todos, em gratidão, reconhecendo que tudo e todos tiveram uma importância preciosa no retorno a mim mesma e ao amor que eu sou. Tudo me trouxe para quem sou hoje e todos foram personagens maravilhosos no meu teatro que eu própria manifestei, para chegar a um lugar de ser a consciência amorosa que sou hoje, permitindo-me experienciar, dar e receber amor das mais variadas formas, sem me impedir a esta experiência tão bonita que escolhi experienciar, nesta Planeta mágico.
Sem ansiedade pelo que o futuro me mostrará, sem me deixar dominar por pressa de viver já o futuro lindo que irá manifestar-se, escolho usufruir do presente, permitindo-me ser a melhor versão de mim mesma, sendo puro amor, no contacto com tudo à minha volta e tudo/todos com que(m) me cruzar, sendo a mais pura manifestação de alegria e amor na matéria. É só isso. Então para quê apressar um caminho, a vida, a experiência? Escolho saborear cada dia, em paz e em alegria, em profunda gratidão de tudo o que sou hoje, tudo o que criei e vou criando e experienciando, sem qualquer tipo de reclamação porque escolho viver em unidade com todo o momento que experiencio, como uma criança deslumbrada com tudo novo à sua volta, sabendo no seu profundo que, mesmo aparentemente parecer um cenário igual, tudo está sempre a mudar e todos os dias é sempre uma aventura ao desconhecido do que irá ser trazido para experienciar em amor, como amor que Eu Sou.
Hoje, experienciei que, depois de um grande mergulho e aflição (caos), veio a calma, os insights, a luz a chegar a trazer novos downloads sem possibilidade de explicação... para quem é corajoso ao desbravar caminho interior, chega sempre a paz e a clareza de peças a encaixarem no invisível, no silêncio, onde tudo acontece e nada precisa de explicação ou palavras. Que paz sinto agora. E que gratidão sinto pela coragem que trago em mim, herdada genética e astralmente dos meus ancestrais terrenos e espirituais e das minhas outras consciências, que me vão guiando, através de outros personagens que surgem no exterior, através de insights, vozes sábias que sussurram baixinho e nas quais vou confiando cada vez mais, caminhando passo a passo, com discernimento, alinhamento e intuição, rumo a lugares onde preciso de estar, de ir e situações importantes de experienciar, com seres com quem já combinei estar, em cooperação e entreajuda neste caminho do despertar.
Tudo é tão mágico.
Para quê apressar?
Escolho saborear a benção que é estar viva neste corpo, nesta vida, neste Planeta.
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