Observar-me.
O Amor move-me, guia-me, orienta-me. E se olhar para o trabalho e dinheiro como podendo ser manifestações, expressões, criações a partir do Amor que Eu Sou?
O Amor que Eu Sou, traz-me orientações com clareza, que aos poucos se vai materializando em quem realmente sou, sem me confundir ou identificar com nada nem ninguém.
Há momentos em que, as visões são tão claras que, quando volto ao presente, preciso de praticar a paciência, a compaixão, a tolerância, a presença sem distorções e o discernimento do que é real e do que não é, nas visões que surgem quando fecho os olhos. Podem vir de desejos do ego, ou da alma. Podem ser reais, de uma dimensão que está a acontecer. Manter-me neutra perante essas visões, sem qualquer tipo de apego ou querer acelerar ou querer provas bem visíveis no presente de que as visões estão realmente a acontecer. A paciência e a aceitação de que essas confirmações surgiram em tempo divino, no momento em que me liberto das visões e dos seres que as compuseram, escolhendo enraizar-me e agradecer por estar neste momento neste corpo, aqui e agora, sem ser refém nem de visões, nem de desejos nem de criações da mente, que é bem poderosa, quando vem de alguém com bastante imaginação. Construir imagens e senti-las e mesmo possível a partir da nossa mente e é importante dar-lhe descanso, espaço para as criar tal como um criativo precisa do seu tempo aqui na 3D para criar e manifestar a sua ideia e ela, vir-se a manifestar. Por vezes, vemos quadros, pinturas de artistas que, através da sua mente viajaram com as suas consciências do futuro e captaram imagens de lá, de vários lugares, várias situações. Visionários. Somos todos. Basta aprendermos a orientar a mente para o benefício e abertura de consciência de todos. É o que muitos de nós fazemos, através da escrita, livros, bandas desenhadas, esculturas, filmes de fantasia, vídeos, conteúdos de vários tipos,... à medida que vão aprendendo a trabalhar com a sua mente maravilhosa, orientando-a num foco, criando as imagens e sentindo as emoções no momento Para isso, é importante reorganizar a mente, limpá-la e harmonizá-la, com novos conteúdos de acordo com os desejos da alma, um bocadinho à imagem do Matrix mas sem necessidade de fios e conexões na cabeça, porque afinal de contas, estamos numa Era em que já poucos fios existem na tecnologia. Imaginação é o que nunca me faltou, desenvolvi bastante bem essa parte do cérebro nos meus momentos a brincar sozinha e a criar os cenários entre barbies e ken's, entre Tartarugas ninja e Thundercats. E portanto, agora, é saber usar essa imaginação bem fértil com foco e alinhada à alma, seja a mergulhos e nadar com golfinhos e outros seres aquáticos, sentindo emoções de alegria, chorando de emoção por sentir o amor deles tão pertinho de mim, tornando real o cenário, seja a reencontrar-me com um amor em momento inesperado e em lugar familiar, sentindo algo inexplicável e que apenas se sente, não se coloca em palavras, seja a viver numa casa de madeira com muitas árvores à volta, a ouvir o canto dos passarinhos, ao som da água a fluir numa ribeira ali bem pertinho, a balançar num baloiço... Tudo é possível! Quanto mais alinhada estou com quem realmente Sou, mais as ideias vão sendo montadas e sentidas em solo firme, manifestando-se como que por magia, na matéria. Então, quanto mais me reconhecer como amor, merecedora de amar e ser amada genuinamente, mais isso se manifestará de diferentes formas, em diferentes locais, onde quer que vá, vindo de diferentes origens, sejam seres humanos, homens, mulheres, gatos, cães, passarinhos, cobras ou leões... porque amor atrai amor. E quando o amor vem com vontade e se manifesta a vir ao nosso reencontro, é aprender a aceitá-lo sem recusar ou rejeitar, através do ego que pode trazer memórias de criança, em relação às origens do amor (que eu achava que era amor) que me chegava. Então hoje em dia, questiono-me muitas vezes, se é amor que vem para receber ou se, quando vem com pormenores com os quais não me identifico, é desafio para continuar a olhar para dentro e ir apurando o interior para que as manifestações de amor que me chegam sejam cada vez mais genuínas e não baseadas em memórias passadas, independentemente de onde venham ou de quem quer que seja. Cabe-me a mim escolher de que forma vejo o que me chega, sem reparar em pormenores na matéria ou que venham como consequência da personalidade daquele ser que talvez ainda precise de se sentir confiante e bonito com algo que aos olhos do próprio fica mais bonito mas que camufla a sua verdadeira beleza e essência, aceitando sem rejeitar o que me está a ser mostrado por outra consciência minha que me ama e eu a amo a ela. Será mais um desafio para me respeitar perante uma mulher, decidindo pelo que me faz bem neste momento (estar sozinha ou acompanhada, sem carência de amor, reconhecendo e praticando o amor em mim e comigo mesma) ou uma oportunidade de me reunir com uma irmã, reavivando o feminino em mim, inclusivé com apelidos iguais, relembrando-me da força feminina em mim neste reencontro? Sentirei no momento. Como seres humanos todos temos o nosso processo e é importante, reunirmo-nos, como que no reencontro de almas que já se conhecem desde há muito tempo, vendo-nos do mesmo tamanho e com a consciência de que o outro sou eu e eu sou o outro, tendo-o manifestado algures no tempo, seguindo um chamado de alma e não do querer do outro. O que é que é nossa criação, de outras consciências nossas e o que é que é criação do outro? Quando um quer algo, cria a realidade ao verbalizar o querer, e onde fica o livre arbítrio, o querer e a escolha do outro que envolve esse algo? O que verbaliza o amor em forma de palavras quando há uma vontade, um desejo? "Gostaria de estar na tua presença", isto na perspectiva de quem sou hoje. A mente em mim recorre muitas vezes a pormenores que vê com olhos físicos para tomar as decisões, talvez movida ainda a medo de estar na presença de uma outra parte minha ou do que o outro me possa mostrar ou para se recordar que enquanto seres humanos, não há perfeição e pode haver embelezamento exterior para camuflar algo do interior. Com isso, devo recusar estar na companhia do outro? Não. É uma forma de treinar a minha aceitação em presença. Indo mais a fundo, confio o suficiente naquele ser humano a ponto de acreditar que não irá usar da espiritualidade para entrar no meu campo? Cabe-me a mim essa escolha, se é momento ou não de estar com alguém, neste momento de confiar no que realmente sou, alicerçando a força em mim. Perguntando ao coração e escutando-o, virá a resposta clara. E em amor por mim mesma e pelo momento que vivencio. Normalmente, quando vêem muitas dúvidas ou ansiedade, o Ser não concorda com algo, como aprendi de ontem para hoje, ao marcar algo com mãe sem ter vontade, ou o Ser preferir estar em paz, neste momento, praticando essa paz, sem interferências de ninguém, muito menos de quem viva em dimensões mais aceleradas, e neste momento não me ajudar essa agitação. Por muito que seja importante praticar na matéria, não preciso de me forçar a testar-me ou testar a minha paz com quem não a tem dentro, ainda que o lugar seja pacífico, só depende de nós e da nossa capacidade para firmar essa paz interior. Vem muito daí a decisão do Ser em mim, se é momento para se experienciar no exterior e observar o barómetro do estado interior (que é possível observar apenas saindo de casa e observando o exterior) ou se é momento de praticar a observação interior e o estado de presença nesse vazio para ser possível, encontrar esse lugar sempre que vou à experiência.
Talvez seja importante, neste momento, observar sem encontros.
No momento saberei, ao escutar-me. Antes de aprender a estar com o outro, é fundamental aprender a estar comigo sem recorrer a distracções e sem fugir de mim mesma ou de estar nesse vazio sem emoções. Hoje, é para mim importante, afastar-me de ruídos, confusões e agitações de energias, onde há muitos seres humanos e muitas emoções vindas deles. Por isso, hoje busco horários diferentes, lugares onde a energia está mais limpa, permitindo-me acalmar e praticar essa paz em mim sem interferências, já bastam as que vêem, por vezes, de dentro. E isto, é amor próprio, por já me conhecer a ponto de tomar decisões que, pode parecer isolamento ou anti social e é auto preservação de energia e de estado de paz interior. Há momentos que é possível e me sinto capaz de ir para fora, outros momentos que não dá, nem online, onde também existem energias que, em caso de fragilidade emocional, acabam por interferir bastando ler ou ter a minha presença num grupo. Vou aprendendo a escolher o melhor para mim e não o que pareça bem ou o que os outros dizem para fazer, desconhecendo o meu sentir e de como é estar e viver com alta sensibilidade. Por isso vou preferindo, estar e não estar, deixar reflexões e falar menos, porque basta existir interacção verbal para que haja conexão maior emocional, pelo menos no meu caso em que é bem rápido de sentir o que o outro sente, não preciso nem imaginar. Basta sentir a forma como se expressa e isso acaba por afectar a quem se dirige e quem está presente e mais frágil emocionalmente. Quando existe essa fragilidade que pede recolhimento por amor próprio, ninguém nem nenhum dever ou obrigação, nem nenhuma voz da mente que traga um "tem que ser, é tua obrigação, não podes dizer que não só pelo estado em que estás" deve interferir nessa decisão, por amor próprio e colocar o bem estar como prioridade porque também irá influenciar o todo, quer seja online ou em presença física num espaço. Essa também tenho aprendido com quem vou conhecendo que se propõe a liderar grupos e se esquece ou desconhece essa higiéne interior tão preciosa quando escolhemos estar com outros. No meu caso, por muito que o tema daquele dia (que pode, por vezes, ser chamariz de marketing para entrar na aula e se depende de testemunhos dos outros para desenvolver a aula) ou a área de autoconhecimento me cative ou mesmo os assuntos que são abordados, nada pode ser mais importante que influencie a minha escolha em função de como me sinto no momento, nem mesmo o querer dos outros deve sobrepôr-se ao meu querer profundo (sem que isso me influencie emocionalmente, confundindo-me e apegando-me a algo que o outro me disse que parece demonstrar amor por mim ou por, simplesmente, acrescentar presença num grupo liderado por alguém próximo que o próprio tem muito em conta). Ora, a escolha deve ser baseada no meu sentir, sem influência emocional do querer do outro. Um "eu quero-te ver lá" nunca me deve condicionar na minha tomada de decisão porque ninguém define ou toma decisões por mim, isso era no passado e talvez hoje ainda se esteja a replicar subtilmente no presente, para que eu faça as escolhas por mim mesma. Sim, posso escolher ir, mas não é porque o outro quis que eu fosse ou porque manifestou, é porque decidi eu mesma experienciar-me de novo, num lugar onde já assisti a muita coisa, já perdi a vontade de lá estar, já dei oportunidade para assistir de novo e, mediante como vou sentindo, vou escolhendo ir ou não, atentando se a decisão foi influenciada ou não. Ir escrevendo sobre isto vai-me ajudando a manter-me atenta nas próximas vezes, sem que as emoções me demovam ou me controlem, a ponto do meu discurso ser condicionado ainda ao "agradar o outro" ou "dar razão ao outro" saindo da minha verdade por ver no outro uma figura parecida com mãe ou pai, em termos de comportamento ou até de energia - autoridade, imposição, querer guiar-me pelo caminho que ele/a quer que eu vá, usando técnicas para me abrir emocionalmente e acessar ao meu interior. Entendo que seja para quebrar barreiras mentais e, abrir espaço a falar desde o coração. Talvez ainda exista essa desconfiança de que pode vir tentativa de manipulação quando pode ser uma oportunidade de me conectar coração com coração com o outro, em amor sem qualquer "perigo" de voltar a acontecer o mesmo que no passado. Controlar não faz sentido hoje porque o treino é render-me e confiar que há quem me queira apoiar e acolher, ainda que à distância, e a mente foi treinada a estar em alerta quando estou na presença de outro ser humano, como mecanismo de defesa, levantando a guarda falando falando falando, para de se defender e criar distanciamento emocional. Talvez seja aí que esteja a rendição, perante uma mulher que não me quer mal, e só a visão de criança desconfiada e ferida me leva a não me render ao choro, à emoção e manter-me nesse lugar frágil e vulnerável, lugar esse que já me trouxe muito sofrimento, então, ir aos poucos indo dizendo à mente que está tudo bem e está seguro, vai ajudar no processo de construção de confiança em relação ao outro, seja quem fôr, homem ou mulher, que precisa de ser gradual e com muita paciência, porque o automático será o processo de fuga de emoção, onde estão as pérolas conectadas à essência. Não vale a pena permitir que o ego se apegue a expressões verbalizadas pelo outro que trazem desconforto, para enganchar nisso e servir de justificação para afastamento ou alguma visão distorcida em relação ao outro. Mais do que em qualquer outro lugar, a terapia é lugar para trazer as emoções à superfície e entrar em contacto com lugares escondidos e dolorosos que evito acessar, por isso, o processo de confiança com a terapeuta demorar o seu tempo para que isso aconteça. E se recorre a músicas ou outras ferramentas, para desactivar a mente racional, é para o meu bem, não é para mais nada e assim, aos poucos, o muro de defesa vai desfazendo e o medo diluindo. Confiar é algo que requer o seu tempo, seja em quem fôr, mais ainda com alguém com quem vamos partilhar emoções e sentimentos. A única parte em mim que me leva a distorcer as intenções dos outros, criando mais muro em relação a quem me quer bem, é o medo ainda agarrado à criança ferida dentro de mim que só será desfeito, com paciência e muito amor, à medida que vou sentindo ser seguro estar com aquela pessoa, ou naquele espaço. Acredito, pois que, terapeutas em grupos, ajudam a sustentar um espaço onde se fala de coisas bem profundas e se toca em feridas que ainda doem. Talvez esta minha necessidade de presença física com algumas pessoas da comunidade me esteja a motivar a estar mais perto de quem me apoia, como fontes de afecto e carinho mais reais e que sejam sentidos, no corpo, algo que me é muito importante e que, mesmo sentindo através do online, fica sempre aqui algo que é tão precioso, no meu caso, o contacto físico e os abraços como forma de expressar amor e gratidão. Talvez seja isso que o meu Ser me está a comunicar, quando me mostra vontade de ir para o outro lado do Oceano em busca de abraços e conexões verdadeiras, onde não há fingimentos ou medo de mostrar quem realmente somos em confiança em nós mesmos e no outro, que sou eu. Confiar em mim mesma, nas boas intenções, noutro formato e noutro corpo que se apresenta à minha frente, sem que o medo surja no meio de nós, entre mim e eu mesma, noutra consciência, noutra cara, noutra forma de se expressar, com outras palavras que não têm más intenções e vêem do coração.
Quando me amo profundamente em todos os aspectos de mim mesma, vou conseguir amar o outro, independentemente do que disser, da forma como disser, de como se apresentar, seja homem ou mulher, seja mais velho ou mais novo, tenha pêlo ou não, escamas, ou ramos, bico ou antenas. Tudo sou eu. Por isso o trabalho é sempre para dentro, para que tudo o que surgir de dentro, do inconsciente, outros eu's, eu escolha amar tudo o que fui, como agi, como me comportei, como amei, porque tudo aparecerá à minha frente para que eu pratique o amor por mim mesma.
Mesmo respeitando-me e escolhendo estar comigo mesma e indo a lugares que me fazem bem, porque cancelo para estar na presença de outras partes minhas? É rejeição de mim mesma e rejeição do feminino em mim, movida a medos de como será, trazendo inseguranças à superfície e como forma de fuga usar a justificação de não fazer já sentido por, do outro lado, não sentir presença? Ou respeito por mim mesma? Estará a ser-me mostrado que ainda não priorizo a minha própria companhia e, por isso, ser desafiada a priorizar porque só assim a pratico? O que o outro me mostra quando coloca o trabalho em primeiro lugar, restando 2 dias livres para usufruir da minha companhia? Algo familiar, de quando era criança, que sim, estavam comigo mas colocavam quase tudo à frente. Aprender a aceitar o tempo que o outro disponibiliza para nós, aceitando ou não mediante as minhas prioridades, do que me faz bem perante o bem que me faz estar com aquela pessoa. Estarei a desrespeitar o outro e as escolhas do outro ao escolher as suas prioridades ou, simplesmente, estou a aprender que é importante dedicar foco e energia a todas as áreas da minha vida, focando em especial no trabalho, como vejo que me é mostrado da outra pessoa? O que aprendi a associar a trabalho, desde criança e a partir do que vi? O que é que associei a trabalho que me está a criar distanciamento dele como sendo algo negativo ou mau? Na visão de criança, o que surge é "o trabalho faz as pessoas serem más e maltratarem-me a mim e aos outros, para além de afastarem o pai de mim e de casa, em viagens". Para além de tudo o que já explorei, será importante ressignificar esta crença que trago já há muito tempo, ligada a trabalho e dinheiro. Não se trata do trabalho nem do dinheiro, trata-se de escolhas feitas pelo meu pai, baseadas nas suas próprias crenças e ambições ou ideias de papel como pai de fazer de tudo para levar dinheiro para casa para que nada faltasse à família, mesmo que o levasse a ausentar, que o fez priorizar o trabalho perante estar presente em família juntando ao facto de ser valorizado no trabalho e reconhecido, como nunca foi pela família dele, e talvez não tenha sido pela minha mãe porque ela própria se desconectou emocionalmente dele por questões mal resolvidas ou não faladas, dentro de cada um, nada que tivesse a ver com filhos (porque a vinda deles pode camuflar o que se passa emocionalmente por um tempo mas também aviva), ainda que me tenha colocado em amas. Tudo foi como foi, não vale a pena agora naufragar no passado, o importante é ressignificar o trabalho e o dinheiro, com novas crenças e criar um novo olhar como mulher e adulta que sou hoje, sobre algo que é energia e pode ser benéfico, usado e criado para fazer o bem, que una, conecte e seja ferramenta de amor, bem estar, alegria e divertimento.
Que assim seja!
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