Prestes a entrar no Outono, sinto a mudança, as folhas secas a caírem da árvore que Eu Sou.
Não aprendi a prestar atenção ao que o outro realmente verbalizava, aceitando tudo, bastando-me apenas ter alguém que me ouvisse mesmo que não me escutasse... Hoje apercebo-me de um lugar onde me coloquei, em que qualquer coisa ou qualquer pessoa bastava para me fazer companhia, mesmo que o outro só quisesse ser ouvido ou descarregar as mágoas, queixas ou reclamações. Talvez já tenha sido assim e é isso o que o outro me vai relembrando, que esse não será mais o caminho que escolho para mim porque o que penso já é forte o suficiente para criar a realidade que escolho, quanto mais o que verbalizo... aí, eternizo algo que será o meu futuro, em termos energéticos, em termos de frequência. E quando relembro disso, aprendo a estar mais em presença, prestando especial atenção ao que verbalizo e escrevo porque é uma materialização na realidade que vivencio hoje. Sendo a criadora da minha própria realidade, escolho escrever (criar) e verbalizar (manifestar) algo positivo, bonito, benéfico, alegre e pacífico pois é assim que escolho que seja a realidade que estou a criar e que já está a acontecer neste momento. Quão importante é fazer uma limpeza no que servia ao Ser que eramos e, na mudança de consciência, não fazer mais sentido e ter a coragem de voltar à nossa própria companhia, de escolhermos não estarmos mais com quem já não nos ajuda no caminho do despertar e foi uma experiência nesta Vida, onde somos tantos e há tantas experiências para viver e sentir. Nada me irá me prender neste despertar num lugar ou junto de alguém que já não está alinhado com o Ser eu Eu Sou, hoje. Não vou deter-me por nada nem ninguém de chegar onde já escolhi chegar e de Ser quem escolhi Ser, ainda que isso traga desconforto ao outro pela sensação de já não ser quem agrada, preenche folgas ou faz companhia por não haver mais ninguém. Não sou nem nunca fui restos ou sobras, sei o meu valor e sei como gosto e escolho ser tratada, respeitada e amada como sei que mereço. Chegando a este lugar de já sentir em mim o amor por mim mesma, por relembrar que sou a própria abundância, vinda da Fonte, que só mereço que me amem e me sejam agradáveis e respeitadores, tal como vou sendo cada vez mais para mim mesma. E se algo ou alguém escolhe tratar-me da forma como se trata a ele/a mesmo/a e não sinto ser agradável, escolho, em presença e em confiança que já não está alinhado com o que acredito ser o Amor, sem penas ou sem precisar fazer favores para me manter ao dispor, alimentando também no outro o lugar de desamor em que escolheu estar. E assim, as companhias que no passado se alinhavam com essa forma de desamor por mim mesma, vão deixando de fazer sentido porque hoje, escolho apenas quem me respeita e me ama como me amo a mim mesma, em verdade e sem sacrifícios ou esforço, por uma companhia (parte de mim mesma do passado) que é necessário deixar ir. E assim, deixo ir, desapego uma manifestação minha na matéria, agradecendo-lhe, escolhendo um outro Eu, escolhendo abrir espaço para Ser uma outra Consciência sem voltar ao que era e não sou mais nem forçar a enquadrar-me numa consciência que, como estando no passado, não me beneficia em nada no reencontro comigo mesma. Daí ser tão importante escutar palavras de consciências (seres humanos) que já acederam e integraram níveis de consciência mais elevados e os manifesta, em coerência, na matéria, verbalizando a Consciência que já É, sem necessidades de nomes ou rótulos. Apenas Sendo o Puro Amor e manifestando-o na matéria, Sendo e partilhando-se como realmente É e sempre foi.
Não vim ensinar nada a ninguém, nem me impôr nem forçar a elevação de consciências a quem não vem naturalmente à minha procura, mostrando não estar pronto para receber o que vem de mim, do canal que Eu Sou. Apenas estará pronto para receber o que Eu Sou, quem me escolher, quem me procurar para me ouvir ou sentir, muitas vezes apenas em presença, num olhar, num sorriso, sem ser necessário muitas palavras. E é isso que tenho experienciado quando escolho ir viver e frequentar novos lugares... usando a palavra o menos possível, bastando a Presença de um olhar, de um sorriso leve e bonito, iluminado pela luz que Eu já Sou. Para quê então preocupar-me ou buscar trabalho e esforçar-me para criar o que quer que seja quando tudo vai surgindo naturalmente? Milagres. É aquilo que Todos Já Somos. Precisamos apenas de, Sê-los em presença.
"ter a companhia de quem se observa"
"que nada nos distraia do Amor, nem mesmo as vitórias da Vida"
"que nada nos distraia do Amor, nem mesmo os picos de adrenalina"
Mudanças de hábitos na matéria vão sendo manifestações de mudanças internas muito profundas, que geram escolhas mais alinhadas com o Ser. Desapego do que é exterior... conexão com algo maior, que conecta alma, no silêncio, sem ser preciso palavras. Almas que se amam, se reconhecem, e não precisam de gritar ou provar nada a ninguém do quão se amam. Num olhar, se reconhecem como o Amor que eles mesmos são. Não sentem urgência de se reencontrarem de novo, de se olharem e se sentirem de novo, apesar de, enquanto corpos que sentem, muitas vezes, sentirem um desejo imenso da reunião na matéria. Em paciência, em confiança, caminham por si mesmos, experienciando-se na matéria, confiando que tudo o que vivenciam os leva para si mesmos, para o Amor que já são e por isso, não estarem dependentes de qualquer reencontro físico com o outro que conhecem tão bem. Em silêncio caminham, acolhem os seus processos, com algo mais forte a guiá-los para dentro, para, passo a passo, serem cada vez mais eles mesmos, a cada dia, a cada escolha, em consciência de que nada na matéria os prende ou os mantém presos porque sabem que não são corpos, sabem que não são emoções ou sentimentos de apego por algo ou alguém fora deles mesmos. Relembram que, vieram experienciar o Amor livre e Incondicional, através de tudo e de todos e que apenas esse Amor é Real. Sabem, no mais profundo do seu Ser que, todas as experiências na Terra os guia para sentirem esse AMOR que eles já SÃO e que o sentem dentro de si mesmos e o partilham com tudo ao redor deles, relembrando, recordando, através da sua Presença, num olhar, num abraço, num sorriso, no silêncio de uma companhia ao pôr do sol, quem ainda não se recordou do Amor imenso que Já É. E ao partilhar-se, através da sua Presença, muitas vezes em silêncio e na sua Paz, em todos os lugares, esse Amor que tudo É, expande-se, unido-se a seres que também se vão recordando de quem são e assim, criando conexões/sinapses de luz, amor e alegria entre si mesmos, como células da Mãe Terra que somos, tal como criamos no cérebro de humanos, novas sinapses ao reconectarmo-nos com seres humanos que vibram na mesma frequência que nós. E muitas vezes, isso acontece, noutras dimensões em que basta fechar os olhos e a união acontece noutro plano, noutra dimensão, gerando mais luz como se dois átomos vibrassem um no outro, ampliando a luz, criando matéria. E assim, acontece com o nosso corpo, que é pura energia, átomos que vibram e vibram e vibram, dando a aparência de serem matéria para a experiência na Terra.
Há seres que, ao unirem-se, mesmo em silêncio, intensificam-se e potencializam-se de tal forma, que é como uma explosão de luz à superfície da Terra, aquilo que Bruce Lipton chamava de união de exímeros, que sabem gerar luz por si mesmos sem depender de outros para brilhar, e que são atraídos para junto de outros exímeros para ampliar a luz na Terra, sem dependerem um do outro porque sabem vibrar e produzir energia por si mesmos. Uma boa analogia que fiz na altura e da qual me consciencializo mais hoje, de codependência e interdependência, entre seres humanos, relações de dependência/apego e relações livres e saudáveis. E este é o caminho para onde sigo, enquanto exímero que sou, na matéria, e que quanto mais me reconheço como quem realmente Sou, vou abrindo mão de me juntar a dímeros que buscam no outro e dependem do outro para se sentirem bem e brilharem. É lindo aprender com a biologia, que traz tantas imagens que me levam a entender melhor a existência enquanto ser humano na matéria. Agora entendo a minha ligação à Biologia e vontade de estudar mais sobre ela, não tive exactamente os melhores professores para me ajudarem a avivar o amor pela Biologia, o que é fundamental para ajudar alunos a reconectarem-se com o que vibra dentro deles e, no meu caso, o mundo animal, sempre me apaixonou, especialmente o mundo aquático. E hoje entendo o porquê. É uma das formas que melhor me relembro de quem sou, unindo o espiritual à ciência, através da biologia, sem ficar perdida nem num lado nem no outro, unindo ambos os campos, em mim - feminino e masculino.
Acabando de fechar os olhos e conectar-me com a minha criança interior, ela estava de mão dada comigo, sorridente, feliz por eu estar de novo ligada a ela, sem buscá-la em ninguém, nem em mãe nem em amigas, nem em terapeutas, e levou-me a baloiços, andámos as duas, ofereci lhe um balão e ela mostrou-me um avião de papel e disse-me "VAI". Emocionei-me. Não há duvidas. Agora é confiar no que já aconteceu e receber o Amor, partilhando-me como Amor, sem pressa de lá chegar, usufruindo e degustando cada experiência enquanto aqui estou.
Fazer as pazes com o mundo material, olhando para ele como algo para usufruir e beneficiar-me de tudo o que gosto de fazer e me torne a vida mais prática - seja andar de bicicleta em vez de carro, exercitando-me e sentindo o ar e a vida em mim, sem metal à minha volta, um smartwatch para trazer comigo nos passeios de bicicleta , caminhadas, corridas, unindo musica ao exercício, abrindo mão de outras coisas, um kindle para aliviar o peso dos livros, lendo um de cada vez, evitando gastos desnecessários e acumulados na estante, para a mochila estar mais leve e, acima de tudo, em respeito da Natureza, evitando pagar para árvores caírem, a favor do conhecimento. Os dois devem andar de mão dada, então é momento de unir masculino e feminino dentro de mim, em união sagrada, em amor, beneficiando-se um do outro, do potencial um do outro, ciência unida à espiritualidade, mental unido ao emocional, num reencontro no meio, no coração, sem necessidade de defesas ou protecções. Um reencontro amoroso, guiado por algo maior, sem forçar nada nem nomear nada, nem justificar nada. Assim acontece a magia, dentro de nós e que, se vai manifestando no exterior, na matéria. Sentir, purgar e de mãos dadas, movimentar o corpo, purificando o ar que respiro, as células que traziam memórias e dando espaço a outras, com emoções bonitas, através de experiências profundas e de muito Amor e Presença.
Respiro fundo, escrevo, escrevo, escrevo... exteriorizo... sinto o lado esquerdo a precisar do âmparo, do acolhimento, do colo, de um "estás segura, eu estou aqui, podes chorar, eu confio que a transmutação em ti chegará a mim também, eu estou aqui" do lado masculino firme, confiante e sábio do quão importante é amparar o feminino em momentos de extrema transformação, permitindo-se receber amor dele, sem desconfiar, caindo num colo seguro, sem medo de se perder por se estar a reencontrar em si mesma, e nele mesmo (em equilíbrio interior também). Um feminino que não aprendeu a ser amada por não ser ensinada a amar-se e a sentir-se merecedora de receber amor genuíno, num momento sagrado de âmparo mútuo, respeito e muita empatia, em profunda entrega e rendição a quem sabe que pode confiar pois é livre como ela e sabe ocupar o seu lugar de masculino firme, sólido e amoroso, tendo acolhido no seu coração pai e mãe, em harmonia, tendo ressignificado, na presença daquele feminino, toda uma perspectiva distorcida que ainda carregava dores de criança de querer amor daqueles seres que não são capazes de expressar o amor que só ele se relembra e conhece tão bem por já o ter sentido dentro dele, sentindo-o nos olhos daquele feminino o Amor que já É, autorizando-se a ser amado por ela numa entrega e confiança que não precisa de palavras. São o porto seguro um do outro em momentos mais desafiantes. E a partir deles, nasce o equilíbrio perfeito na matéria, que vem deles mesmos. Esta é a criação de algo que já está dentro de mim, que vem surgindo de uma consciência minha que já experiencia isto ao mesmo tempo que eu e me motiva a trazer estas palavras para a matéria. E o coração bate forte por sentir isto a acontecer dentro do Ser que eu sou, e feliz, profundamente, por já estar a acontecer na matéria. Nem é um homem, é uma frequência que já está alinhada com quem sou num futuro que já está a acontecer. Mesmo sabendo quem ele é, mantenho-me calma, tranquila, confiando no invisível, confiando que tudo já está a acontecer num nível que o ser humano que Eu Sou na matéria ainda não está a experienciar neste presente mas que experiencia noutra consciência. Não há nomes para estes reencontros, são reencontros de vibrações, consciências, energias compatíveis que, no presente ainda se encontram um pouco perdidas como o mundo na 3d mas que, gradualmente, uma vai impulsionando a outra, ao reencontro na matéria, sendo que, já se encontram unidas noutras dimensões.
Identidades fluidas, impermanentes...
Quem me estou a tornar?
Que novos lugares, terras, estou prestes a descobrir, a explorar, largando o antigo senso de identidade para trás?
Quem mais está aqui comigo a viver esta experiência inexplorada de não identidade? As minhas outras consciências, de outras dimensões, de outros planos.
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