Partilhar aqui ou com a Lu o que me vai surgindo depois da sessão que tivémos?
Algo foi desperto que não me tinha apercebido, do que aconteceu no domingo, ao ir para a palestra sobre prosperidade e ter sido no dia anterior. A Lu falou-me de uma mudança e ressiginificação de prosperidade que está a acontecer dentro de mim, que algo me foi trazido desta experiência em relação às minhas crenças em relação ao dinheiro, algo que me traz ainda algum desconforto e que, aos poucos, vou desbravando, sem me forçar e respeitando a minha capacidade emocional de lidar com isso. Sendo que prosperidade não se refere exclusivamente ao dinheiro, sendo que é uma consequência natural, há aqui vários pontos a observar, de preferência duma forma mais neutra, ou seja, ressignificar o meu olhar para dinheiro e prosperidade, diferente do dos meus pais - provavelmente está aqui uma das chaves.
Ora, se ainda existe em mim alguma parte que busca valorização nos pais e sendo que, uma vez que eles próprios não se valorizam portanto nunca serão capazes de me valorizar (talvez valorizem quando estou ausente ou escolho seguir o meu caminho mas que a minha noção de valor próprio não dependa do que vem deles em relação a mim, até porque, não conseguem aceitar-me diferente deles nem as minhas decisões pessoais, insistindo e impondo sempre que podem que eu me desvie do meu caminho diferente do deles) e acima de tudo, não faz qualquer sentido eu estar empenada nesse lugar de receber valorização deles ou de fora para validar ou acreditar que tenho valor. Ora, o meu valor não está relacionado com o quanto eu valho a nível financeiro mas sim, o quanto eu contribuo para um bem maior, sendo canal, fazendo fluir através de mim a Vida (amor, abundância) que há em mim e chegou em mim... o interessante é que, há em mim uma sensação de estar a aprisionar, prender, sufocar a vida dentro de mim, sem a deixar fluir para fora por algum motivo que ainda não me levou a juntar as peças e transformar-me em canal de Vida, validando-me e valorizando-me a mim mesma. Tem sido uma prática natural que tem acontecido nos últimos dias, quando sou eu mesma e venho alinhada de meditações, de bem estar interior, sem influências exteriores que me levem ao mesmo lugar de insegurança e não reconhecimento de quem realmente sou - algo que surge porque talvez esteja demasiado apegada ao mundo material/terreno e como que refém apenas de uma fonte de afecto, que de lá não vem o afecto amoroso que vem surgindo de outras fontes humanas e não só mas sim, o contrário, fazendo-me regredir e prejudicar o meu trabalho de alinhamento mental e emocional a que me tenho dedicado mais intensamente nos últimos meses. Então para quê insistir? Devido a vitimização materna e a rejeição da figura paternal por parte dela constante, numa tentativa de que os filhos ocupem o lugar dele porque ela não aceita a escolha que fez nem quer enfrentar isso... surge a insistência de me querer puxar como cuidadora, tentando evitar que eu siga a minha vida e tenha a minha família de amigos e família com parceiro e filho(s), numa necessidade de "se eu não fui feliz, tu também não serás porque és minha posse e vais cuidar de mim". E isso leva-me a distanciar-me cada vez mais de um lugar que ela definiu para mim e continua a querer definir (porque o faz para o meu pai e irene e os torna escravos dela na sua manipulação emocional e inferiorização da autoestima dos outros, tal é o vazio profundo em que vive e que ESCOLHEU viver), ou seja, continuar a querer planear a minha vida, o meu destino em função do egoísmo dela e do que ela quer e lhe dá jeito para evitar ao máximo enfrentar e olhar de frente para ela mesma no marido, e para a vida que escolheu. Tem sido um trajecto bem desafiador PRIORIZAR ME perante toda uma história familiar de abuso e negligência parental, achando sempre que era exagero meu, aceitando e tolerando sempre tudo (aguardando por mudanças ou processos de consciência dela devido a expectativas de criança, continuando a iludir-me da verdade) e que não podia ser possível uma mãe ser assim, não querendo reconhecer que escolhi uma mãe com este comportamento nesta vida para representar o que fui e o que não serei mais nesta vida. Escolhi por muito tempo caminhar na ilusão de acreditar nas aparências, sorrisos fingidos... sempre era melhor assim do que me sentir orfã afectiva/emocional de mãe e, de alguma forma, de pai também. E esta é a dura verdade que preciso de encarar como adulta, permitindo-me aceitar isso e deixar de esperar mais nenhuma mudança idealizada nem de um nem de outro porque, ambos escolhem não sentir emoções, apenas pontualmente. Já eu, caminho no sentido oposto, reencontrando o equilíbrio emocional, junto de novas referências, novas ligações de relações saudáveis, gradualmente. E, a pouco e pouco, um novo ser em mim, mais realista, sensato e menos sonhador em termos de querer mudanças imediatas/radicais nos outros que não têm a bagagem emocional para esse tipo de mudanças que eu já ambicionei. As mudanças apenas podem ocorrer em mim, que poderão ou não sortir efeito neles ou noutras pessoas à minha volta, mas que não haja qualquer tipo de expectativa de que as sementes cresçam, de que eu cause algum impacto e vá em busca de provas ou confirmações ou validações de que a minha presença faz a diferença onde quer que vá, desde que seja eu mesma, sem me forçar a ser outra pessoa, ou querer agradar ou evitar ofender ou chocar com a minha verdade que, por experiência, já percebi que não é aceite por família biológica. Então, que não me esqueça disso e altere o meu comportamento, sem medo de ser eu mesma perante qualquer pessoa, mesmo que de família me tenham colocado crenças falsas de que causava o caos e que a infelicidade deles era culpa minha. E continuando a haver essa insistência em eternizar esse tipo de exteriorização por parte deles de quererem transferir responsabilidades de adultos que eles são para me contratar como eterna cuidadora de família, o meu distanciamento emocional deles vai aumentando cada vez mais, para aumentar a proximidade a mim mesma e a seres com quem me ligo através do coração. SOU CUIDADORA DE MIM MESMA, DA MINHA VIDA, ESCOLHO RESPONSABILIZAR ME APENAS E SÓ PELAS MINHAS DECISÕES E ESCOLHAS, abrindo mão do que é dos outros e do que não me faz bem, por amor próprio e estima. Se me faz mal, independentemente de quem seja ou de que vínculo exista, é para me manter afastada. E ASSIM SEJA! PORQUE ASSIM JÁ O É!
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