quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Novas sinapses.

 Feminino e Masculino a reintegrarem-se num harmonioso reencontro trazendo maior lucidez, clareza, autoridade sobre o que quero e o que não quero, trazendo-me ao centro mesmo com agitação mental e muitas vozes que me levam a querer marcar isto, aquilo, esta viagem, este retiro, terapia com plantas no Gerês, comprar fruta, comprar um caderno, precisar de sair de casa para fazer exercício, afastando-me de mim mesma e da calma, impedindo-me de ouvir a voz que me diz "sossega, o vento está a limpar o que precisa de ser limpo, familiariza-te com a tua casa, o teu centro, com os desconfortos e sensações de impotência perante o desconhecido. Entrega, escreve, cria, traz para fora o que incomoda, o que bloqueia, em vários formatos, vozes, formas de expressão. Desapega de quem já não és, de uma identidade manipulada pela mente para sair do coração, do sentir, algo que copiaste e aprendeste e já não te faz bem. Permite-te descansar, tranquilizar e não andar aos ritmos acelerados que viste e vês lá fora. Descansa, tranquiliza-te sem fazer planos, sem marcar nada, sente o desconforto de não controlar, marcar, planear. Sente o desconforto de não teres a fruteira cheia ou a aveia a acabar, confiando que és a verdadeira abundância e que já és TUDO, TU ÉS A VERDADEIRA CRIAÇÃO, TU ÉS A MÃE TERRA, matéria, água, ar e fogo. Tudo chegará em tempo divino, permite-te desconstruir, morrer, regenerar e SERES QUEM REALMENTE ÉS!"

No meio do caos mental, emocional, é importante colocar ordem e essa ordem vem de uma autoridade interior que traz imparcialidade, alinhamento e sobriedade perante tanta agitação, dando espaço a um masculino sagrado perante um feminino muitas vezes controlado por emoções, sentimentos, desejos, que o faz procurar fora em todo o lado por respostas, totalmente alienado de si mesmo, esquecendo a sua sacralidade, o seu poder interior, a sua autoridade madura e conectada ao coração e à Terra, ao corpo que é matéria. Hold yourself HERE. Trazer um masculino integrado à matéria e conectado ao feminino equilibrado, sem alucinações ou viagens astrais ou paranóias egóicas, tendo a clareza e o discernimento do que lhe faz bem ou o que o afasta do caminho, escolhendo APENAS o que o traz aqui e agora, através da escrita, música de irmãos de longa data que trazem a frequência do puro amor. Dizer não a migalhas, a frequências com as quais já não ressoo e que me tentam cativar com elogios ou palavras bonitas, já nada disso me abana, o caminho está cada vez mais bem definido e vou assumindo um lugar de sacralidade, de autoridade pela minha própria vida. 

Durante muito tempo, associei afecto, carinho e demonstrações de amor a agressividade, violência, desprezo e por isso hoje sei que amor não é nada disso e tenho cada vez uma gratidão maior pelo que aprendi que não era o amor. Se, ainda de vez em quando vêem pensamentos desses quando olho para um bichinho que amo, são restinhos de lembranças de uma indentidade que não me pertence e que ainda teima em mostrar-se para ser vista, para em compaixão ser transmutada. Um adeus a uma identidade que achei que era, que carregava pensamentos, formas de pensar, de ver a vida bem distorcidos da realidade em que hoje escolho vibrar.

Nas necessidades de planos do ego, questiono-me o que busco fora, seja num retiro num Templo, num programa de mindfullness, numa viagem ao Gerês. Talvez busque um reencontro de mim mesma, ao silêncio, ao vazio com a ajuda de algum professor, algum orientador e, pelo que observo, nos 2 casos, 2 orientadores. No caso do Gerês, uma mulher. Será, mais uma vez, a antiga identidade em busca de figuras de pai e mãe, noutras personagens, abrindo mão das minhas capacidades masculina e feminina de me reencontrar ou um chamado de sair do lugar onde estou e me ir reconectar com um novo eu? Reencontro-me comigo mesma, muitas vezes no meio da Natureza, do vento a soprar, da água a fluir, do Sol a aquecer a pele e da terra que piso quando caminho descalça numa floresta pura e por isso o Gerês me chama cada vez com mais força, para mergulhar em mim mesma neste Outono/Inverno. Vejo-me lá, numa linha de tempo que quase toca a linha em que estou. Detecto em mim, uma luz imensa a ganhar força aos poucos, ouvindo a Terra através do Sam Garrett, um irmão de alma com quem em breve me reencontrei e abraçarei, na matéria que me vai trazendo ao aqui e agora através da sua música e trazendo uma realidade de um masculino bonito e conectado à Mãe Terra, com discernimento de que não existe nada lá fora e voltar a acreditar, num mundo LINDO e UNIDO. Afinal, o que busco, são irmãos de alma que me espelhem e relembrem de um masculino equilibrado dentro de mim, que confia no amor Maior. E tem sido através de músicos sensíveis e focados que tenho trazido um masculino unido ao feminino, dentro de mim. Só assim me faz sentido a reintegração do feminino e o masculino, dentro de mim, bem diferentes dos que conheci em criança, em outra vida, noutra linha de tempo, da espiral da Vida. Porque eu já sou TUDO e já sou capaz de criar a vida linda, equilibrada e em amor que desejo criar para mim, bastando purificar a mente e criando uma ponte de flores e pirilampos entre a mente e o coração :)

Tem surgido uma voz dentro de mim para desmarcar tudo e não me apegar a nada nem a ninguém neste momento, a nenhum compromisso de longo prazo, afastando-me do que me possa trazer ruído ou confusão, em especial, presencialmente. Acabei de receber um email, que me traz a percepção de confusão e desorganização por parte de quem organiza a formação a que me propus durante 1 ano, mostrando-me uma frequência da qual não quero fazer parte. Agarrar-me a formações, pode ser mais uma vez um truque do ego a distrair-me do meu centro, do me sentir, levando-me a lugares desnecessários que me poderão levar a sentir desnecessariamente o que não é necessário sentir neste momento. Está a ser-me pedido discernimento nas decisões e desidentificação emocional com as pessoas em questão. Hoje foram 3 situações que me pediram assertividade e decisão alinhada a quem sou hoje, sem voltar a desenterrar identidades mortas. 2 delas de mulheres a organizarem eventos, uma delas que não respondeu na altura em relação a uma terapia e outra que precisou(?) de 1 mês e uma semana antes do evento vem falar da vontade de me terem no evento. Tranquilamente, recusei ambas as situações como que a desimpedir o caminho para me focar em quem realmente sou hoje, que ressoa com as leituras de Telos, com as activações Lemurianas e com uma outra frequência bem diferente. A outra situação pediu-me assertividade e estipular compromisso sem ser arrastada pela pena, para conclusão de um trabalho do carro que conduzo. Independentemente do que me seja mostrado do lado de fora, vou aprendendo a colocar em prática atitudes mais masculinas adormecidas durante tanto tempo, para colocar ordem na minha vida porque afinal, sou eu que crio a minha vida. Se o que me mostram é desordem, confusão, agitação e lugares de vitimização, observo, agradeço mas não compactuo nem me alinho com essas vibrações. Quão importante é ter activo e alinhado um masculino não guiado pelo ego mas sim por um feminino intuitivo, como o que tenho sentido dentro de mim? Por isso... afinal, o que busco lá fora? Tudo está dentro de mim. TUDO. Por isso, não há nada fora.

Sustentar grupos que não são meus e que eu não dou início - surgiu isso agora com força. Quanto tempo assumi essa responsabilidade de ordem da capoeira emocional com tanto ruído e confusão que não é minha? Sou responsável APENAS pela minha ordem interior e hoje, veio com força o ímpeto de colocar essa ordem num lugar/espaço digital onde não havia qualquer respeito nem sustentação de energia que haveria de haver neste tipo de grupos, especialmente MATURIDADE que talvez não exista em quem guia o grupo. Criar uma coisa de cada vez, na qual me comprometo em vez de ir acumulando criações e mais criações, sustentar o espaço energeticamente seja ele físico ou online e assumir-me com a minha presença e assertividade, não fugindo dessa responsabilidade, delegando a outros essa ordem e sustentação que são tão ou menos maduros e capazes de colocar ordem por haver um desiquilíbrio entre o masculino e feminino. E assim vou percebendo que as experiências que vou tendo me vão trazendo cada vez mais confiança em mim mesma e na minha sabedoria que vem de dentro, perante tanto floreado e maquilhagem existe, tal como já me tinha apercebido, uma imaturidade que gera uma atitude distorcida por não existir equilíbrio entre masculino e feminino que detectei quando, num vídeo ouvi um "eu sustento a minha mãe". Não quer dizer que não esteja a aprender e a relembrar muita coisa, especialmente a nível de física quantica que me leva a reorganizar o mental e emocional, por vezes demasiado agitado mas há pormenores que me ficam a moer e me trazem clareza perante muita ilusão aparente que esconde a fragilidade humana e uma vulnerabilidade abafada, camuflada por uma identidade egoica. No início, deixei-me iludir, hoje trago outra sensibilidade e discernimento para não me derreter com qualquer ilusão que surge lá fora, seja no online seja no físico.

Assumir a autoridade de criar e me focar numa coisa de cada vez, sem continuar na agitação e aceleração que se torna óbvia e é embelezada por palavras bonitas de não ter tempo para mais nada, só para criar. Uma identidade egóica que se considera já iluminado e superior aos outros devido à própria ilusão em que se meteu que gera ilusão de uma entidade endeusada de outra dimensão e engana tantas almas aflitas e a necessitarem de ajuda de fora, desconhecendo o seu próprio poder? Quanta incoerência? Quanta ilusão?

Sinto identidades em mim a irem morrendo, à medida que se vão apresentando e querendo dar o ar de sua graça. Discernimento, clareza no momento em que isso acontece, sem me deixar mover por qualquer emoção, sentimento ou memória que possa vir e envolver o ser que eu sou hoje, quase em modo asfixia de tumultos emocionais do passado. Hoje sei o quão importante é manter-me alinhada no masculino sem cair no extremo da excessiva seriedade mas em modo protecção do feminino e do emocional que, de certa forma, está em morte, com algumas fragilidades e deve ser protegido e envolvido num abraço masculino amoroso e firme perante o que surgir. Não, não rejeito mais o masculino em mim porque neste momento, a sensação que tenho é de haver um maior entendimento e alinhamento entre os dois, que se abraçam e contam um com o outro para qualquer decisão e acção na tomada de alguma decisão a dois. Um casal equilibrado dentro de mim, em que cada um acredita em si mesmo e que confiam um no outro nos movimentos que fazem, num momento de muito desfazer de identidades e retorno a Casa, sem qualquer discussão entre os dois de que essa é a direcção - reencontro entre útero e mente, unidos no meio, no coração, numa dança engraçada como que a conhecerem-se um ao outro pela primeira vez mas com a sensação de se conhecerem há tanto tempo e que nunca tiveram separados! 

Alegria não é excitação nem entusiasmo. Compromisso, ética e integridade juntamente com um sentir apurado e que não se distrai com ruídos de fora nem se identifica com nada, sem se perder de si mesma nem do seu centro. Sei quem sou e nenhuma identidade, cabelo, corpo, status, carro ou acúmulo de formações me definem nem me engrandecem. A ilusão do embelezamento do corpo, crenças mais vincadas numas culturas do que outras, definições de beleza distorcidas para trazem um senso de segurança e de poder sobre os outros. Movemo-nos, muitas vezes, a ilusões, enganamo-nos e desacreditamos que silenciando vem o que precisa de chegar e partimos em busca por respostas no outro, caímos muitas vezes na veneração de outro, fora de nós, quando basicamente vem da nossa mente e iludimo-nos com o que a mente nos mostra, misturando-nos e saindo novamente de quem somos. Uma das coisas mais interessantes que estou a descobrir em mim é que, mesmo que experiencie grupos novos e veja novas imagens, identidades, em algum momento percebo que repeti um comportamento vindo a desilusão por me ter iludido novamente com uma imagem embelezada com muito conhecimento (sendo arrastada por crenças e hábitos do passado, saídos do ego), tendo puxado de mim a boazinha, a filhinha bem comportada, a que acredita em tudo o que lhe dizem sem questionar e esquecendo-se do seu poder interior, colocando o masculino a postos, sem necessidade de sorrisos nem quaisquer venerações, confiando numa intuição feminina apurada que sempre cá esteve. Observar fãs adolescentes, jovens imaturas em busca de uma referência traz-me muita aprendizagem sobre quem fui no passado, por isso me é mostrado para não voltar ao mesmo lugar familiar. 

Nada do que oiço, por muito credível que pareça, é apenas uma perspectiva e uma experiência que oiço/vejo. E o interessante é que, muitas vezes, as personagens que oiço/vejo muitas vezes, caso esteja atenta, repetem-se como um robot, com as mesmas atitudes e conversas muito parecidas e parecendo tendo dado um play na mesma cassete, talvez também porque algo maior me esteja a dizer "atenta, são lembranças de algo que já ouviste ou ler, uma oportunidade de fixar a nova sinapse ou agradecer pela lembrança e focar mais a minha atenção em algo novo e que crie novas ligações neurais. Testemunhei isso há uns tempos, presencialmente e senti como sendo hora de ir experienciar outra coisa com outras pessoas. Poderá, eventualmente ser um lembrete de que tudo no exterior é um teatro e que devo ter isso em conta no momento de escolher continuar nos mesmos lugares e nas mesmas experiências, talvez seja um sinal de ser tempo de ir criar novas ligações com outras células/seres humanos e variar o ambiente, as actividades, os lugares, desapegando do que experienciei, conheci e activei em mim. Time to go! Novas experiências, novas sinapases, novas memórias, nova consciência. Testemunho células/seres humanos que se mantêem no mesmo, virando robots falantes, perdendo a sua criatividade na forma de se expressarem. Talvez seja um sinal de que no interior, também nada mudou e tudo se mantem na mesma pasmaceira de sinapses, talvez tenha encostado em algo confortável resistindo à mudança. Interessante. Hora de ir viajar pelo inconsciente para morrer e renascer de novo assim que acordar e criar novas sinapses em novas experiências!

 

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