Nadar com golfinhos...
Andar de cavalo...
Sentir o amor num pôr do sol...
As coisas simples que me trazem sensações de amor.
Aprendi que a vida era vibrar numa frequência baixa e queixar-me e reclamar. Onde me leva isso? De certeza que não me leva a um lugar bonito. Sentir a Natureza, estar presente, sentir-me feliz com o momento em que me encontro, sem viver aprisionada a uma mente condicionada que me traz memórias e sentimentos reprimidos. Banhar a mente com amor, com compaixão, não me sentir frustrada, revoltada por não conseguir, neste momento, sentir-me em gratidão com tudo e com todos e, primeiramente, com tudo o que sou hoje, com saúde, paz, coragem de continuar a caminhar mesmo com historias e historinhas que não me levam ao caminho que quero para mim. Sentir as emoções, os sentimentos que surgem e deixá-las ir, desapegar delas e escolher viver em amor. Poemas, escrever e escrever o que vem de dentro e largar o que já pouco importa de materializar em palavras.
Por muito tempo, o confortável era o que não me fazia bem, o confortável era o massacre mental, o remoer e remoer de algo que não está mais ao meu alcance alterar, mudar. As mudanças que queremos ver fora, SÓ podem acontecer dentro, então para quê tanto desgaste mental a mergulhar no poço lamacento, achando que vai servir de alguma coisa? Para quê? Tanto tempo em loop de pensamentos, chegarem memórias e ficar emaranhada nelas, a ponto de chegar desconforto no corpo físico. Tanto esforço, tanta luta mental, tanta guerra interior com uma história que foi o que foi e deu no que deu... Para quê agarrar culpas que outros projectaram? Para quê culpar os outros? Cada um é responsável pelas suas atitudes e comportamentos, ainda que muitos deles inconscientes e mecânicos... agora, continuar num lugar de revolta e ressentimento (copiado de comportamentos imaturos de mãe/pai) é fugir de crescer, tornar adulto e ser vítima sim de medos que são apenas emoções a precisarem de ser olhadas, sem liderarem as nossas vidas.
Culpar os pais pela situação em que nos encontramos ou o conflito mental que existe dentro de nós não nos serve de nada, sendo que só vai gerar mais vitimização e mais confusão. Afasta-nos, acima de tudo, de tomarmos autoridade sobre a nossa vida e sobre o que criamos e manifestamos e, por isso, se vêem desconfortos no corpo, tudo vem da mente, sejam crenças ou emoções que precisam de ser libertadas com amor, sem revolta. Se me propus a vir para a Terra nesta altura é porque sabia que era capaz de lidar com o que estou a lidar neste momento, sabendo que ia saber como deixar cair o ego, por Terra. Quem penso que era, não sou mais e se o ego, em desespero se agarra a pensamentos, emoções, sentimentos para que me mantenha no mesmo conforto de sempre, evitando crescer, amadurecer e confiar no que me espera quando escolho andar para o desconhecido, apenas entro em paz, conectando-me com quem realmente sou. O sistema nervoso pede pausa, pede bocejo, pede para relaxar de tanto desgaste em pensamentos. E o Sol espreita por entre as nuvéns, sorrindo, sussurrando-me que, ele brilha sempre, ainda que não o veja, sempre brilha e sempre brilhará!
Talvez seja importante, alterar o conteúdo destes textos, saindo de um hábito de pessimismo e negatividade que tomei como benéfico e algo que me ligaria a família e me manteria na sensação de pertencimento... e, ainda que venha qualquer tipo de sensação de não pertencer por não agir ou pensar como família ou com quem me relacionava (ainda presos mentalmente a vitimização), escolher conteúdos relacionados com Natureza, subtileza, beleza na simplicidade, pormenores e ir nutrindo essa forma de me expressar, não artificial mas verdadeira. E assim, ir modificando a forma de olhar para o mundo, a visão distorcida e viciada que aparece muito automaticamente quando surge memória do passado onde tenho ficado emaranhada e expressar-me com optimismo, alegria, simplicidade, amorosidade e cor. Balões coloridos, bolas de sabão, arco-íris e unicórnios! O que vale é que mesmo que desça a frequência, vai-se tornando mais fácil elevá-la por não ser mais a minha escolha. Trampolins, golfinhos e lontras brincalhonas!!! Oceanário e planetário. Mar e estrelas. Cavalos, hipocampos, enguias e estrelas do mar! Quando uma criança consegue expressar o que sente, chora, berra, esperneia, lhe dão tempo para processar o que veio, sem intervir a favor ou contra, apenas amparando e sustentando a situação, de repente, percebe que foram apenas emoções e que está tudo bem, volta a calma. Não somos nem nunca seremos reféns de emoções ou sentimentos, desde que as saibamos expressar, exprimir de alguma forma sem controlar o que surge. Nada é contra nós ou contra ninguém... tudo é válido. Enquanto humanos, viémos aprender a experienciar o sentir, sem reprimir e saber crescer, amadurecer usando formas de alquimizar o que sentimos, seja de que forma fôr! Criativamente :)
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