domingo, 15 de setembro de 2024

Mais downloads a chegarem

 As memórias hoje vieram com força, quão importante vibrar em frequência elevada, observar em modo neutro o que surge em libertações que vão surgindo, sem me emaranhar nas emoções/sentimentos que vêem conectados a pensamentos ou em desejos do ego, de se agarrar ao que foi no passado, às mesmas pessoas porque é lá que o ego vive, no passado e no futuro. 

Saber viajar no tempo e não me apegar ao que observo ou sinto é pura alquimia e maestria. Sempre que me acontece algum deslize, volta a necessidade de sentir o doce na boca, a busca fora para confortar a sensação de solidão que, depois de ouvir uma professora de constelações, faz parte do processo por que passo de amadurecimento, de me autorizar a ser feliz e ir saindo da cerca do clã porque é exactamente isso que tenho experienciado. Hoje vieram mais confirmações do momento por que passo e trouxe clareza e algum conforto ao coração de identificar os "sintomas" de precisar de enfrentar medo, culpa e solidão e tornar-me pro em lidar com essas emoções que surgem com alguma frequência ao "trair" o clã e escolher ser uma mulher de sucesso, ter um relacionamento saudável e equilibrado, ser autónoma financeira e abraçar um trabalho completamente diferente do sistema. Ora, é um desafio que agarro com gratidão porque afinal, sou a primeira a escolher sair da cerca e fazer algo de maravilhoso com a vida que me foi passada, honrando, agradecendo pelo preço que a minha mãe pagou para eu ter a oportunidade de estar a criar uma vida bem diferente das mulheres da minha linhagem, que sei que me apoiam noutro plano, noutra dimensão.

Ora, o macaquinho do ego trouxe-me memórias através de uma vontade de encomendar comida japonesa, juntando a memória de aos domingos, ser habitual ir buscar frango assado e ninguém cozinhar, ser um dia de descanso na cozinha. Abracei a memória, percebi ser um gancho com o passado, questionei-me se seria agradável ao meu corpo comer aquela comida à noite e chegou-me um "não subtil mas assertivo". Decidi ir relaxar num banho quente e as memórias foram aparecendo de novo, sendo que vários lugares nesta casa me trazem recordações de episódios de uma relação anterior, indo fazendo as pazes, aos poucos com tudo o que foi, sem julgamento e com agradecimento. Surgiu algo muito bonito de perceber o motivo pelo qual havia tanta ansiedade e pressa a comer em momentos a jantar na cozinha (na altura achava que seria para ir fumar mas haviam gatilhos de memórias de criança, nada agradáveis a serem apertados à refeição e na cozinha). Recordo-me de ter ataques de pânico durante vários jantares com ele, hoje questiono-me se estaria a sentir a ansiedade dele que não era expressa/manifestada e contida, sendo aumentada e expressada através de mim, também com gatilhos activados - ou seja, um a gatilhar o outro. Relembrei-me então que, aos domingos, preparávamos muitas vezes jantares de sushi à lareira (e não só sushi), com muito amor, sentados no chão, ressignificando o momento de refeição (que, para ambos, não trazia recordações agradáveis, momentos traumáticos para ambos em criança que, em vez de falarmos sobre isso, reprimiamos). Ficou então essa memória de afecto, de companhia, de bem estar que veio à tona para, hoje, olhar para ele como tendo feito o melhor que podia e sabia, tal como eu, olhando-o através de olhos de adulta, mulher, e reconhecendo que todas as atitudes menos agradáveis que testemunhei, vieram de muita dor e sofrimento reprimidos que eu não via porque eu própria estava em dor e sob influência de trauma. Quão importante é cada um fazer a sua terapia e tornar-se responsavel pelas suas atitudes, observando-se e cuidando das próprias feridas sem buscar mãe ou pai no companheiro? Falei com ele através da alma, senti que se calhar ele pode ter estado perto este fim de semana pelo retiro em Sintra, disse-lhe que ele tem um lugar muito especial no meu coração, emocionei-me, senti puro amor. Senti também que só desejo que ele seja muito feliz e livre , a todos os níveis e que deveremos ambos libertar-nos desta história e sentir leveza e paz sem culpar ou julgar. Reflecti sobre o escrever-lhe uma carta e enviar-lhe. Senti que a gratidão pode expressar-se através da alma e pensar nele com amor, vendo-o como um ser humano imperfeito, com os seus deslizes, com os seus processos e no seu caminho, respeitando todas as vezes que ele se manteve longe no seu mundo, sem me procurar, quando decidi que não seria bom estarmos juntos, levando-me sempre ao lugar familiar (trazido de família, querendo companhia e atenção de uma figura masculina). Toda uma história que, de vez em quando, vai sendo trazida para limpeza emocional, limpando olhares julgadores, críticos, culpabilizando-o de não ter investido na relação e por não ter funcionado porque ele não quis e não me aceitou, olhando com todo o amor para ele e para toda a relação que experienciámos, para ir chegando a leveza honesta e profunda no coração de que não há nem nunca houve culpados, ambos fomos guiados por um inconsciente que tomava conta de nós em muitas atitudes automáticas, sem presença e sob efeito de vícios e comportamentos que não eram genuínos, nem para nós mesmos nem para o outro. Hoje entendo que lhe fiz um favor a desviar-me do caminho dele, tal como ele a mim, havendo espaço para olhar para mim mesma com uma profundidade imensa (achando eu que já tinha ido fundo... que arrogância a minha, o processo só termina quando sair deste corpo ou atingir outras dimensões através do puro amor e incondicional) para limpezas emocionais que continuam para que seja possível tornar-se constante uma frequência de amor incondicional e unidade por quem fui, por quem sou e por todos com quem tive experiências porque afinal, fui eu que os manifestei através da minha mente, através de tudo o que a preenchia no momento. As fichas vão caindo com esta percepção mais integrada, de que não há "os outros", os outros são eu, são consciências minhas manifestadas em outros corpos e cada um a ter a sua experiência na Terra rumo ao Amor. Ignorei, julguei, considerei-o tonto, não validava nem aceitava o que vinha dele por olhá-lo de um lugar ora de superior, ora de inferior, ora de lugar de irmã, ora de lugar de mãe, alguns momentos de lugar de namorada, companheira, dançando entre esses lugares. Tal era a confusão de ambos os sistemas (eu bem verbalizava que sem fazer as pazes interiormente e honrando os sistemas anteriores, não seria possível uma relação saudável e equilibrada) que, tal como era a confusão mental, era manifestada entre nós. E quando assim é, para quê insistir? Para quê, mesmo que as memórias surjam e venha novamente a vontade louca habitual que tive no passado, de voltar a ver se já é possível estar em paz com ele sem apego ou guiada por desejos, numa espécie de desafio a mim mesma. Para quê querer controlar ou meter-me no meio da Vida e o que está reservado para mim, já a acontecer noutras dimensões? O foco não é voltar a personagens/consciências passadas (o ego bem tenta com memórias tentadoras), o foco é banhar toda a situação e as pessoas em questão com todo o amor, porque ela sou eu, é outra parte da consciência que eu sou, noutra perspectiva, noutra visão, noutra vida, noutro caminho. As relações, mediante o nível de consciência dos seres, podem ser ora bem desafiadoras ora bem pacíficas e sou eu que escolho o que manifesto fora, de acordo com o trabalho interior de desprogramação e reprogramação mental que faço e a forma como lido com o que surge do interior e, todos os dias, escolho lidar com amor e envolver tudo e todos os que surgem na mente, com muito amor, trazendo paz para banhar toda a mente. E assim, o que irá surgir fora, a partir de uma mente pacífica e amorosa, será o espelho desse estado de ser interior. Daí o foco continuar a ser, no interior, com calma, com paciência e treino na presença e observação. Não há nada a ser forçado, perdoado, culpabilizado, tudo acontece agora e os passos que dou e o modo como me sinto e o estado de ser em que estou, seja gratidão, seja alegria, seja amor, seja paz, vai ditar o que irã surgir no plano material. Que seja então amor, alegria e paz, num filme bem divertido, animado, com aventuras, exploração, muita criatividade, abundância e romance com muitos sorrisos à mistura e maturidade. Querer ser adulta não dá trabalho, é um compromisso que requer empenho e dedicação, tanto comigo como com os personagens lindos do meu teatro. Com cada vez mais auto cuidado e amor para me nutrir a mim mesma, trazendo gentileza, em tudo o que faço comigo mesma, incluindo nos treinos que vão sendo adaptados à mulher que Eu Sou, que não preciso de ser hiper musculada, super fit a ponto de me exigir treinos puxados. É tudo uma questão de mudança e ajuste, flexibilidade na reorganização do dia e da forma como levo a vida, fazendo apenas o que realmente gosto, o que me faz bem, o que é agradável ao corpo, à saúde, ouvindo o meu corpo e respeitando-o. É um desafio porque eu própria estou em transformação constante e tudo muda muito rápido pelos processos por que passo, então nada é muito concreto por isso, back to basics e simplicidade sem qualquer busca de perfeição ou linhas vincadas de músculos. É pelo meu bem estar e sentir-me bem, não é para ser notada pelas pernas ou pelo físico. Com a devida paciência, permitindo-me ir reajustando também a nível de consciência com tanto mergulho, e ir deixando que chegue aos poucos, em presença, que tipo de actividades me deixam alegre, enquanto Mulher, já tendo saído de um lugar em que quis ser como e igual a um homem (irmão), praticando e agindo como um homem ou querer encaixar-me em modelos de agir e treinar de homens (fosse crossfit, fosse movement, tudo com influências masculinas com muita ausência e rejeição de feminino dentro deles, bem claro na forma como eles me tratavam e me viam, com competição, desrespeito, quando nem eu própria sabia definir bem o meu lugar, movida a inconsciente), numa realidade completamente distorcida, especialmente depois de ter terminado a relação anterior, onde ainda ia sentindo o meu feminino activo em momentos mais íntimos. Então, aos poucos, vou-me libertando de comportamentos distorcidos de homens que tive como influência, porque os via como modelos, até porque as mulheres foram incutidas a serem masculinas, então, claro, eu buscava modelos masculinos para me comportar, ignorando mãe e mulheres, evitando-as por me sentir mais a pertencer e a fazer parte em grupos de homens, com a justificação que eles eram mais diretos e honestos, sem rodeios, resolvendo as coisas no momento, sem mimimi's. Quando era uma voz automática, por eu própria me sentir homem (numa tentativa inconsciente de me manter segura pela crença antiga de que ser mulher é perigoso ou exteriorizar a feminilidade é proibido, de tal forma que foi abafado o feminino por crenças religiosas, receosos do seu poder interior de alquimista de realidades, emoções, mortes e renascimentos). Quão abafámos o nosso feminino mágico e que hoje o recuperamos, vindo com uma força imensa, sem mágoas, mas sim algo vindo de dentro, das raízes, da Terra, uma força selvagem e firme, amorosa e assertiva, sabendo do seu valor, dos seus dons e do papel mágico que temos no mundo neste momento de grandes mudanças planetárias. E não, não é através do conhecimento intelectual que vem a força interior, mas sim, da conexão entre uma mente limpa e purificada (masculino saudável), um ventre sarado (feminino saudável), em união no centro, num coração puro e alinhado às mais altas frequências do Puro Amor, diluindo ego, sendo pura essência divina, na Terra.

O papel que, outrora,  acreditámos não ser real, hoje é cada vez mais uma realidade experienciada nos nossos corpos, somos a Terra, o ar, o fogo, a água e, quando pulsa o nosso coração, pulsa no mesmo ritmo do coração da Grande Mãe. Somos parte d'Ela, somos células da Grande Mãe e, se elevamos enquanto consciências que somos e nos permitimos a esvaziar do passado e receber novos downloads, apoiamo-la na sua ascenção porque afinal, não se trata de nós próprios mas sim d'Ela, assim no micro, como no macro. Tudo uma questão de perspectivas. Tal como a Amo, me amo a mim enquanto consciência e amando-me a mim, amo tudo o que me rodeia porque é tudo manifestação orquestrado por esta consciência que Eu Sou hoje, usando uma mente cada vez mais limpa e desentupida, abrindo o fluxo da Vida, da Fonte para a matéria, através de mim.

Depois de ver um vídeo de constelações, acolher o que ouvia, vendo numa perspectiva micro, agora, acabei de fazer o zoom out e perceber que a fonte da Vida na matéria é a mãe biológica, ssendo ela um canal para experienciar a vida neste corpo, sendo que a fonte da Vida de todos nós vem do Todo, de Tudo o que é e que Há, respeitando ambos os planos, ambas as dimensões, não rejeitando nenhuma mas escolhendo ver de uma perspectiva mais elevada que o que está fora, vem tudo desta mente da consciência que Eu Sou. Acolhendo, amando, aceitando e sentindo compaixão por tudo o que fui em vidas passadas, tudo o que veio de ancestralidade, estarei a aceitar-me a mim mesma e todas as atitudes que tive, nas várias dimensões, realidades, em que vivi, tendo sido tudo e todos. Portanto, é tudo uma questão de aceitar em amor atitudes movidas pelo ego que experienciei com os outros, dos outros, porque o outro me veio mostrar como eu fui e agi, noutras dimensões e noutros personagens, sendo que a alma/consciência que Eu Sou hoje, carrega todas essas memórias que ficam registadas nos pensamentos, movidos a emoções sentidas nos vários momentos dessas vidas, personagens. Observando bem, é tudo uma grande misturada de experiências em que não há bom nem mau, certo ou errado porque enquanto consciência andei a passear em vários corpos, com várias mães, pais, companheiros, companheiras, vários países, várias aventuras e hoje, tais são as mudanças e a rapidez de upgrade de consciências para os que se permitem e se abrem a isso (os aventureiros que escolheram isso antes de encarnar) que tudo acontece no mesmo corpo, todas as memórias surgem, de todas as dimensões para nos elevarmos a dimensões elevadas de AMOR PURO, sendo-o enquanto consciência na Terra, enquanto as memórias surgem e enquanto vamos experienciando este lindo Planeta que é a Terra, que somos nós. De que me vale dizer que não à ascenção, quando eu já o escolhi enquanto consciência mais elevada e tudo me irá guiar a isso, venha o que vier, venha quem vier. Talvez por isso tenha vindo, desta vez, tão persistente e resistente às desilusões, sou de rápida regeneração, aprendi a morrer e a renascer tantas vezes... que se tornou algo familiar. Em momentos de mudanças profundas, aconteça o que acontecer, parece que já é óbvio que não morrerei nunca enquanto consciência porque sou o Todo. É ir aprendendo a desapegar deste corpinho, brincando e levando com mais leveza o que acontece na matéria porque afinal, é mesmo tudo um teatro. Quando vou ao teatro  ou vejo filmes, identifico-me com as histórias, e mexem com as emoções dentro de mim, sinto com intensidade, trago reflexões. Vejo isso como algo benéfico, desde que não me apegue achando que é real, porque é APENAS uma experiência. Sim, vim aprender a sentir, então é aprender a sentir e deixar ir. Porque é que, em algumas situações é mais desafiante desapegar? Porque provavelmente está conectado a memórias de situações fortes, ressoando com alguma vida em que ficou algo por resolver, talvez algo que deixou a sensação de ter terminado e emoções não foram limpas e transmutadas (por isso agora estar a sentir isso muito intensamente, como que uma unificação de tudo o que fui, no que Eu Sou hoje), talvez a sensação de saudade de quem fui e CONTINUO a ser, enquanto Consciência mas não na matéria porque o corpo mudou.

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