É incrível que, quanto mais acompanho conteúdos realmente conscientes e com a vibração em que escolho vibrar, sem enganos ou ilusões, mais claro vai ficando o caminho quanto ao que é ilusão e me tenta cativar por aparências e atractivos que no passado, me atraiam e que coincidem com uma consciência minha a vibrar no medo, na escassez, na dependência e por isso, detectá-la no(s) outro(s) com clareza, depois de 2 dias de reflexão e conseguir resistir com firmeza e amor próprio não voltar a cair no engano de + um espaço que se nomeia de comunidade. Vem com uma profundidade a clareza quando me escolho a mim e silenciar, conectar-me com mulheres recentemente, brasileiras e portuguesas, mas com uma maturidade e experiência de vida bem diferente, com uma seriedade e sobriedade que eu prezo, muito ligadas ao amor e ao invisível que eu já senti, várias vezes como sendo realmente a família. Quem vem do bem, mesmo que estejamos a experienciar a dualidade, vem em modo subtil e o que traz toca no coração, vem com uma energia muito especial que eu reconheço como muito familiar. Quando quem lidera o grupo é um homem, não me traz confiança nem o espaço bem sustentado, por vir energia dessa frequência para o próprio espaço. E, ou há dedicação e um verdadeiro confiar por parte de quem tem o projecto ou, caso seja mais um projecto, a entrega não existirá nem a presença que um projecto merece, a energia estará dispersa, não havendo um verdadeiro ancoramento de amor e firmeza. Para além do mais, tal como o que me aconteceu na formação de constelações, quem guiava o grupo, acabou por ficar doente, talvez acreditando numa ilusão de esforço e intensidade, ainda vibrando em frequência de ego. E, portanto, quando assim é, outros seres ali sustentarão o espaço sem se darem conta no momento em que estão disponíveis emocionalmente, em confiança e achando que o espaço é seguro. E pode vir muita complicação e distorção, quando não há o devido respeito e ancoramento por tudo o que é.
Hoje, sendo outra consciência, vou sabendo discernir com maior facilidade, o que é realmente amoroso e vem de um lugar abençoado, leve e amoroso e o que é aparentemente seguro, sendo um buraco de ilusões intelectuais, onde não há sequer capacidade para sustentar uma frequência de respeito profundo e real. Então, sim. Cada vez me firmo mais nesta frequência nova, mesmo que a antiga me tente de variadas maneiras, em diversos formatos, em diversas caras, com palavras de ordem "quero-te ver lá" em vez de algo amoroso e subtil. Pela minha visão, que muitas vezes parece bem doida e não quer dizer que não existam ainda véus porque é um caminho continuo, precisando escolher o amor todos os dias e a todos os momentos, ancorando com as ferramentas que conheço, sem me perder nas viagens dos desejos do ego que, curiosamente, vêem das tentações por palavras queridas e deixando-me levar por elas, e lá vou eu de novo com o ego para as viagens de avião, procurar fora, encontrar-me com quem se mostra que me acolhe... quem realmente acolhe, não precisa de o manifestar constantemente, nem precisaria de rótulo em empresas como forma de cativar o cliente com uma palavra que mexe connosco emocionalmente. Quanto estudo aprofundado do ser humano é preciso para jogar com o emocional de tantos seres humanos? Sim, também são seres humanos nos seus trajectos, nos seus processos mas vou sentindo que à medida que mergulho e purgo e choro, transpiro dores enquanto vou observando, o autoconhecimento vai acontecendo sem necessariamente acreditar como verdade que é fundamental aquela comunidade para desenvolvimento. Um músculo desenvolve, uma consciência expande. Posso escolher não continuar a ser exigente nem a expôr-me ao que me magoa (porque é sempre uma escolha minha continuar a frequentar espaços familiares que me remetem a momentos em criança e relacionamentos, e que o lema é muito meter e meter e meter o dedo na ferida, entre ofensas e agressões subtis, consideradas banais ou engraçadinho quando é verbalizado - tão querido, é tão cómico e tão honesto... e CRIANÇA desesperado por colo e atenção do feminino), sem haver qualquer tipo de "alto aí e pára o baile, põe-te lá no teu lugar e deixa-te de novelas e ataques que isto não é sítio pra isso". Ninguém tem de defender-me, certo mas e a sustentação perante tanto mulherio coladas a novelas e egos, dramas e dores que escolhem projectar para outras mulheres, como se fosse trazida, activada a filha arrogante perante outra mulher que, por algum motivo não suporta? Curiosamente, senti uma subtil verbalização de palavras sem paciência com o que tinha sido ouvido mas sem forças nem coragem para pôr ordem, talvez por ainda viver em dependência do feminino ou, especialmente, preso a mãe, emocionalmente. Enfim. É o que é, é apenas a minha visão, a minha perspectiva de tudo o que vou sentindo depois de experienciar o que experienciei, com óculos embaciados ou não, foi o que surgiu, uma análise o mais neutra possível. Em momentos bem auspiciosos, juntar tanta mulher no mesmo lugar, seja presencial ou digital, com uns poucos homens em silêncio... requer coragem, ousadia e também, arcar com consequências de ter MAIS UM projecto, no meio de uns quantos e considerar-se capaz de gerir tudo. Tá bem. Cada um faz as suas escolhas, condicionado pela sua história. Tem sido uma aprendizagem imensa para mim, na criação do meu projecto, tendo cada vez mais consciência que, por mais ajuda que exista de outras pessoas, se não há a minha presença frequente e se não estiver de coração e ancorada no momento, limpa da energia do dia, com muita prática de esvaziamento e presença ao longo do dia, não haverá a capacidade nem humana nem espiritual para estar inteira com tudo e todos, que trazem as suas bagagens e, por vezes, sem seriedade/sobriedade, descarregam bagagens em direcção a alguém. Quão familiar... Não obrigado. Escolho retirar-me, não se trata de fugir, é uma saída consciente de um lugar com o qual não me identifico mais. Se estou a dar demasiada importância a uma atitude ou palavras? Bom, já não é a primeira vez que assisto a comentários e atitudes que me deixam de boca aberta. Talvez as minhas expectativas perante uma comunidade chamada Amadureser tenham elevado demasiado, mais uma vez, talvez me venha mostrar que o trabalho que tenho feito tem sido imenso perante outros seres humanos e das duas uma, ou trabalho a compaixão naquele espaço ou escolho preservar-me de ataques irónicos e saio, por respeito a mim mesma, porque posso trabalhar a compaixão noutros lugares e com seres humanos mais maduros e sóbrios. É tudo uma questão de escolha e não me vou obrigar mais a persistir onde não me sinto bem achando que tem de ser porque só à bruta e à pancada é que aprendo... essa era a mentalidade antiga, a ressoar com traumas de criança influenciada por carência em busca de carinho, apoio, palavras bonitas (só dali é que era importante ouvir para me sentir bem), achando que só tinha aquelas pessoas, aquele lugar, aquela realidade, aqueles apoios que eu continuava na esperança que me amassem como eu acreditava que era o amor real (como pensava e sentia quando criança, sempre na expectativa de "vá já passou, vai melhorar e eles vão mudar e vão saber respeitar-me... como, se não se respeitam e amam a si mesmos?). Lá está, o aguenta, aguenta, que vai melhorar PERDEU O PRAZO. Se a sombra ataca a luz? Ataca porque não reconhece a luz em si e fica danada, ofendendo. "Ah tas a dar demasiada importância a quem não te é nada..." também é verdade, aprender a relativizar o que vem de fora, largando ilusões repetitidas de que somos todos irmãos e pensamos todos da mesma maneira... No momento por que passo, podia ser oportunidade para me afirmar e marcar o meu lugar. Estou disposta a isso num lugar destes? Ora, a primeira coisa que me surge é "Não, obrigado" à semelhança de continuar a rondar os meus pais, demovida a expectativas infantis, mas cada vez com mais consciência de que eles são mestres e que, se conseguir aprender a estar em paz com eles, gradualmente, é uma vitória interior que sei que irá acontecer pasito a pasito, à medida que vou conseguindo honrá-los sem os venerar, vendo-os sim como humanos imperfeitos, relembrando que nunca irei retroceder em consciência, que eles me irão trazer desafios aos quais irei aprender a dizer não, por mim mesma e ir treinando, gradualmente, estar na presença deles, sem quer as visões distorcidas surjam, como maior que eles, seja pai ou mãe deles, independentemente de que atitudes tenham, de queixa, reclamação, vitimização ou se desrespeitem. Só me vão mostrar pistas para onde olhar ainda, em mim. A presença será fundamental, é sempre uma viagem estar na presença deles, talvez coloque até a gravar a conversa para trazer trabalho para casa :) mesmo que surja a vontade de ir ficando, e ficando e ficando, e tolerando, e perdendo-me na ilusão da minha mente que me vai trazendo "oh já tá tudo a ficar melhor... wake up, é tudo um teatro da tua mente, de preferência de comédia e de alegria! Nada está fora, é tudo fruto da tua mente e são apenas personagens QUE TU PRÓPRIA manifestaste para te ajudares a ti mesma a treinar o amor próprio e a compaixão por ti mesma, porque eles são as personagens mais parecidas a ti, os hologramas mais parecidos contigo, que és PURO AMOR, tal como eles. Então vê-os como PURO AMOR e não como as carcaças humanas ou atitudes condicionadas pelos seus medos. Nada te irá afectar se levares tudo com leveza, mantém-te no amor, mesmo que tenhas de usar um phone com frequências lemurianas a rodar no ouvido. Agradece a tudo e a todos, nada nem ninguém te manipula, só a tua própria mente, só tu própria achas que te manipulam, condicionada por medos, não aceitando receber AMOR através das mais variadas formas e através dos mais variados formatos de corpos e personagens. Se os olhares com amor - porque estás a olhar para ti mesma com amor, consciências diferentes de ti, receberás amor também. Que seja amor puro e não o apego que aprendeste quando eras pequena, que não é amor real e que é uma prisão e um veneno entre ti e os outros, porque parece que lhes estás a fazer bem e vem tudo de um lugar carente, deixando-os também dependentes. Então, sê tu mesma, sem medos de ofender ou chocar, expressa o teu sentir e sê a melhor versão de ti mesma sem te deixares arrastares em aparências amorosas ou demonstrações aparentes de amor, relembrando que apenas quem se ama, consegue amar de verdade. Quem não se ama, faz de tudo para agradar o outro para nutrir as expectativas e deixar-se manter preso na ilusão. Firmeza. É possível seres o Amor materializado, desde um lugar maduro e confiante enquanto ser multidimensional que és. Não queiras ser professora ou trazer elevação de consciência a quem não está disposto a ouvir-te e a maior parte do tempo, quer ser ouvido. Então treina a escuta compassiva e amorosa e usa pouco da tua palavra, que seja sábia. A mente é tagarela e, já sabes, se vais atrás de quem fala e fala e fala, por estar preso à mente, voltas a entrar na rodinha e sais da presença. Entre falas que vais escutando, vai respirando bem fundo, resistindo à tentação de fazer igual e tagarelar como o que vem de fora. Se for preciso, foca-te na música do lugar, dos pássaros, ou toca viola e canta para voltar para o presente. E leva a tua melhor amiga, a bicicleta, para criares novas memórias e seres agradável para ti mesma relembrando da magia e o amor que veio junto dela quando escolheste algo por ti mesma e escolheste tratar com amor uma outra consciência tua."
Suspiro.
Sorrio.
E agradeço a Vida que acontece em mim e através de mim quando crio novos cenários e novas experiências.
Caminando, caminando. Sigo caminando hacia el Sol, hacia la liberdad. De mi misma.
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