quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Crio um Eu, num filme de aventura com humor!

A prisão em que vivemos não nem física, ainda que achemos que a casa, a pessoa, o lugar é que nos prende. Não, nada fora nos aprisiona. Podemos até estarmos a manter-nos no mesmo lugar, na mesma relação, com as mesmas atitudes e a fonte disso dessa "mesmice", não está fora, está num aprisionamento mental. 

Acreditámos que tudo o que vemos é real, tudo o que tocamos, sentimos, é verdade e é apenas um jogo, uma experiência. Quão profundo consegue ser isso? Quão cirúrgico e desconstrutivo pode ser esta verdade perante tudo o que vivemos até agora?  

Quando escolhemos tomar o comprimido vermelho, chegamos a um momento de "afinal quem sou eu agora?"

Nem sei bem se já o tomei e ainda o estou a digerir.

Quão conflitante é para a mente estas ideias de que tudo o que vemos não é real?

Ontem numa live com alguém muito especial que me tem inspirado muito, dava-me conta de ver do outro lado alguém tão parecido a mim e quanto mais falava com ela e mais a ouvia, maior o entendimento se tornava, ainda que com alguma resistência do ego para as ideias que iam sendo trazidas. Desidentificação do corpo, da personagem, da história que fui vivendo hipnotizada e escrava de crenças e que, aos poucos vou acordando à medida que vou querendo de deixar de levar a vida tão a sério e, ao mesmo tempo, lúcida e observadora. Desligar-me dos processos que experienciei, deixar ir a sensação de cola emocional a momentos que vão surgindo na mente como que a pedirem para serem olhados e resolvidos porque ali está uma chave... Quantas historinhas conta o ego para nos manter aprisionados a situações, momentos que já nem existem, levando-nos a achar que ficou algo por resolver, que podia ter feito de outra maneira, como se houvesse algum tipo de punição por não ter conseguido ter paciência perante família ou não ter havido entendimento. E, provavelmente, tenho vindo a forçar a resolução, a harmonização, o entendimento que neste momento não é possível e é momento de aceitar isso, sem me desgastar energeticamente a forçar algo que, pode nem vir a acontecer porque não me cabe a mim mudar o que quer que seja, hajam ou não contratos de alma feitos antes de termos vindo para a Terra. É o que é e é momento de me desligar de ir buscar algo fora, seja material, seja emocional, para ter algum tipo de rampa para me libertar de uma prisão mental dentro de mim e para isso, preciso de manter o foco dentro de mim, sem cair nas artimanhas do ego sempre que há reencontros familiares. Visto de fora, é uma autêntica guerrinha, de um lado por um bem material para conseguir ter liberdade e do outro, "não é teu, é meu e eu faço daquilo o que eu quiser". O cansaço mental vem muito de achar que dali poderá vir algum tipo de salvação financeira para que eu dê o salto de confiança, começando por mudar de casa e ir construindo gradualmente os meus projectos criativos, em solo "seguro" sem sensação de dívida ou prisão. Somos todos personagens, na vida uns dos outros. Mais do que fazer cursos, sinto de criar diariamente esta observação de águia sobre a vida que criei porque sinto estar uma confusão imensa e tendo-me encostado, cansada, por tanto insistir e insistir e esforçar e desgastar-me numa obrigação interior e ilusória de que "só assim é que consigo", achando que a vida é uma luta. E não. De todo. Mais uma crença a ser olhada, vista e desfeita. Não, a vida não é uma luta nem é custosa ou é preciso esforço para chegar "lá" seja lá onde for. 

Render-me. Só.

Quando parece desistência, é, apenas, largar armas, revoltas, egos e (pre)conceitos, crenças e historinhas da treta que trazem um peso imenso a nível físico a ponto de transformar o corpo numa arma de guerra, rijo e de aço. Isto é algo que trago bem vincado nos meus corpos, do passado e que, desta vez, sem esforço, escolho mudar e dizer "para mim chega, a paz é o que eu escolho para mim, quem quiser manter-se ligado às mentiras e às ilusões, tudo certo, que recebam o meu amor porque eu vou seguir outro caminho que não o vosso".

Eu escolho o Amor.

Eu escolho a Paz.

Eu escolho a Alegria.

Eu escolho brincar neste teatro imenso e ser quem vim ser, eu mesma.

O dia de comemorar está perto, comemorar a minha autosuficiência, cumprir sonhos e ser feliz como sempre quis. E sendo isto tudo um filme, que seja de aventura com muita alegria e bom humor!


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